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sexta-feira, 28 de julho de 2017

CIDADEZINHA QUALQUER, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Leia o poema abaixo:

Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.


                                  (Carlos Drummond de Andrade)




















1. Qual é o assunto do poema?

2. Quais elementos da cidade descritos pelo eu lírico?

3. O eu poemático demonstra satisfação pela cidade? Justifique com elementos do texto.

4. Observe a segunda estrofe. Apenas o sujeito muda nos versos que a compõem, portanto usa-se o recurso expressivo da repetição. Que efeito de sentido a repetição provoca no texto?

5. Preste atenção no verso "Devagar...as janelas se olham". Explique o que isso quer dizer.

6. Pode-se dizer que o último verso é uma espécie de desabafo. Que recurso expressivos o poeta usa para dar essa impressão?

7. Justifique o título do poema.

8. Com relação à estrutura do poema, podemos afirmar:

a) O poema não apresenta rimas e está dividido em três versos e oito estrofes.
b) Há rimas e divisão em versos; não há estrofes.
c) O poema apresenta rimas e está dividido em três estrofes e oito versos.
d) O poema só se divide em versos.

Leia os textos a seguir:



Cidadezinha cheia de graça

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida pode morar!
Cidadezinha...tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

(Mario Quintana)



A cidadezinha



Era uma vez uma cidadezinha, dessas muito antigas. Pequena, mal tinha umas cinco ruas meio tortas e desencontradas. As casas, nessas ruas, eram quase todas baixinhas. No meio delas uns dois sobrados, o casarão da escola e o outro casarão muito feio, com janelas gradeadas, onde ficava a cadeia.
Mas a graça daquela cidadezinha era a igreja, que a gente até poderia chamar de igrejinha. Ficava no alto do morro, toda branca, de portas azuis, parecia leve, muito linda. Talvez por causa da igrejinha no morro, a cidadezinha ganhou o nome de Morro Lindo. A igrejinha é linda, mas o morro ficou com a fama. E não era dessas igrejas importantes, paredes de pedra, com as torres apontando para o céu. Tinha as paredes muito simples, era quadradinha, com uma torre também quadrada. E bem debaixo do telhado da torre, ficava o sino.

(Rachael de Queiroz. 1992.p.3)



9. Qual a relação entre os seguintes textos:  "Cidadezinha qualquer", "Cidadezinha cheia de graça" e "A cidadezinha"? Resuma, com suas palavras, essa relação entre os textos citados.

10. A respeito do poema, responda:

a) Circule os verbos dele.

b) Esses verbos estão conjugados no tempo:

(   ) presente;
(   ) pretérito;
(   ) futuro.

11. E no modo:

(   ) indicativo;
(   ) subjuntivo;
(   ) imperativo.

12. Explique o que representa para o poema "Cidadezinha qualquer" o tempo ___________________ e o modo______________________.








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