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segunda-feira, 27 de maio de 2013

CRÔNICAS "PAI NÃO ENTENDE NADA" E "PNEU FURADO"

Leia, a seguir, uma pequena crônica de Luis Fernando Verissimo. Depois, responda às questões.

Pai não entende nada

_ Um biquíni novo?
_ É, pai.
_ Você comprou um no ano passado!
_ Não serve mais, pai. Eu cresci.
_ Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim.
_ Não serve, pai.
_ Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior.
_ Maior não, pai. Menor.
Aquele pai, também, não entendia nada.

(Luis Fernando Veríssimo)


CONSTRUINDO O SENTIDO DA CRÔNICA


1.       Que pedido a garota fez ao pai?
2.       O que ela pretende exatamente com tal pedido?
3.       Veja a resposta da menina à afirmação, feita pelo pai, de que havia comprado um biquíni no ano interior:
_ Não serve mais, pai. Eu cresci.

a)       Como o pai entendeu essa fala da filha?
b)       E o que a filha quis dizer com essa fala?

4.       Seria possível dizer que houve entre os dois um mal-entendido? Por quê?
5.       Por que no final do texto o narrador afirma “Aquele pai, também, não entendia nada”? Preste atenção no sentido que as palavras destacadas dão ao enunciado, levando em conta o título da crônica, Pai não entende nada.

6.       O trecho transmite uma mensagem? Qual?

  “Aquele pai, também, não entendia nada”

7.     Leia a crônica a seguir, também de Luis Fernando Verissimo.

PNEU FURADO

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.


(Luis Fernando Veríssimo)




















2 comentários:

Josiane Bonifácio disse...

Queria saber se esse texto do Pai não entende nada, é um conto ou uma crônica?

Josiane Bonifácio disse...

Porque em outros sites que já entrei estava dizendo que era um conto, estou confusa. 😅

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