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sábado, 20 de abril de 2013

V - ATIVIDADES DE REVISÃO (CLASSIFICAÇÃO E GÊNERO DO SUBSTANTIVO)


1.       Em “O meu anjo da guarda sorriu”, a palavra destacada é:

a.       substantivo derivado.
b.      substantivo abstrato.
c.       substantivo próprio.
d.      substantivo composto.
e.      substantivo concreto.


2.       Cáfila, matilha, alcateia e enxame são coletivos, respectivamente, de:

a.       Camelo — ovelha — lobo — porco.
b.      Cão — abelha — borboleta — peixe.
c.       Cavalo — cabra — abutre — inseto.
d.      Ovelha — cão — lobo — cavalo.
e.      Camelo — cão — lobo — abelha.

3.        Assinale a alternativa em que os substantivos são do gênero masculino:

a.       Fantasma— assombração — profeta
b.      Profeta — fantasma — telefonema
c.       Eclipse — alface — champanha
d.      Mascote— assombração — grama (unidade de medida)
e.      Cal —jacaré —alface

4.       Assinale a alternativa em que todas as palavras são do gênero feminino.

a.       Jacaré — dó — telefonema — fantasma
b.      Profeta — mascote — assombração — grama (planta)
c.       Testemunha — cadáver — cônjuge — ídolo
d.      Gênio — baleia — onça — gênio
e.      Cal — ferrugem — testemunha — vítima

5.       Complete as lacunas com o artigo definido o ou o artigo definido a, conforme o gênero do substantivo.

a.       Foi _____ eclipse lunar de 1989.
b.      Uma boa gorjeta, e o garçom serviu-lhe _____ champanha.
c.       Custa muito caro _____ tomate em nossa cidade.


6.       Procure no diagrama os femininos e forme pares.

A  B  C  D  É  E  F  G  H  I  J  M J
N  P  O  Q  G  R  S  T  U  V   H O
X  A  P  W  U  A  B  C  D  E  E  F
G  R  A  H  A  A  B  P  T  E   R  I
J   D  V  J  A  B  O  T  A  U  O  L
L  O  O  V  E  L  H  A  N  I   Í  A
B  C  A  G  H  J  K  L  M  T  N  I
M A E  S  T  R  I  N  A  U    A  J
W  E  R  T  Y  N  O  R  A  I   K  L


o jabuti -  ___________________________                                        
o pardal - ___________________________
o cavalo - ___________________________                                     
o genro - ___________________________
o carneiro - _________________________                                       
o herói - ___________________________
o pavão - ___________________________                                       
o maestro - _________________________


7.       O texto abaixo foi enviado por um leitor ao jornal “O Estado de S. Paulo”, que o publicou, juntamente com a ilustração, na edição de 23⁄6⁄91.
Sabor diferente

No anúncio da margarina Delícia, diz-se que colocaram quinhentas gramas na embalagem. Com tantas gramas, o sabor deve ser bem diferente.

a.       Segundo os padrões da norma culta, a expressão quinhentas gramas está correta?

b.      Considerando o conceito de gênero dos substantivos, explique a brincadeira que o leitor fez com o anúncio da margarina.

c.       Supondo que, no anúncio da margarina, a expressão “quinhentas gramas” tenha sido empregada propositadamente tal como se apresenta, responda: qual teria sido a intenção do criador dessa propaganda ao usar a expressão no feminino?


8.       Observe o substantivo em destaque e, fazendo as adaptações necessárias, reescreva a frase mudando-lhe o gênero.

a.       A rica madrinha de meu irmão é italiana.
b.      Aquele povo primitivo cultua muitos deuses.
c.       O ministro foi duramente criticado pela imprensa.
d.      A amazona ficou machucada com a queda que sofreu.
e.      O rapaz é um cavalheiro.

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IV - ESTUDOS GRAMATICAIS - GÊNERO DO SUBSTANTIVO - ATIVIDADES -


Atividades

II - Assunto: Gênero do substantivo
1.       Dê o feminino.

o campeão
o cidadão  —
o cristão  —



o folião —
o comilão —
o chorão —


o leitão —
o patrão —
o pavão  —


o poeta —
o profeta —
o sacerdote —




2.       Coloque os substantivos do quadro nas colunas adequadas.
o⁄a jovem  — a criança — o indivíduo — o⁄a colega — o⁄a pianista — o cadáver — papagaio — a barata — o⁄a jornalista  — o peixe — a onça  — a testemunha  — a vítima o cônjuge o gênio  — o ídolo


Epiceno:



Comum-de-dois:



Sobrecomum:
















3.       Leia:

                                                                        
um sabiá cantador
um jacaré violento
um tatu arisco

É possível passar para o feminino os substantivos masculinos destacados? Por quê?

Como se faz para indicar o sexo desses animais?


4.       Observe:

Esta firma possui um pequeno capital.                                                  ð o capital – patrimônio, riqueza, bens
Brasília é a capital do nosso país.                                                           ð a capital  — cidade-sede de governo

Agora dê o significado dos substantivos destacados nas frases.

a)       Está caro o grama do ouro.
b)       Com as chuvas, a grama cresceu rápido.
c)        Com a mudança, a caixa ficou estragada.
d)       Gregório sempre foi o caixa desse banco.


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III - ESTUDOS GRAMATICAIS - SUBSTANTIVO - GÊNERO


Conforme você viu anteriormente, o substantivo varia em gênero, número e grau.

GÊNERO

Há, em português, dois gêneros para o substantivo: o masculino e o feminino. Quanto ao gênero, os substantivos podem ser: (biformes e uniformes).

Biformes

Possuem duas formas, uma para o feminino e outra para o masculino.
Exemplo:
gato/gata, (cabra/bode= substantivo heterônimo)

◊ Uniformes

Possuem apenas uma forma para os dois gêneros.
Os substantivos uniformes se subdividem em: (Epicenos Comuns de dois gêneros e Sobrecomuns)

◊ Epicenos

Substantivos uniformes que designam animais de ambos os sexos.
Uma só forma para os dois gêneros, a distinção é feita pelas palavras macho e fêmea.
Exemplo:
Formiga macho/formiga fêmea, cobra macho/cobra fêmea.

◊ Comuns de dois gêneros

Substantivos uniformes que designam pessoas.
Uma só forma para os dois gêneros, a distinção é feita pelo determinante (artigo, pronome, adjetivo...).
Exemplo:
A pianista/ o pianista, belo colega/ bela colega

◊ Sobrecomuns

Uma só forma para os dois gêneros, não é possível fazer a distinção pelos determinantes. A distinção pode ser feita pela expressão: do sexo masculino/ do sexo feminino. Ou seja, apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos. Exemplo:
A pessoa, a criatura, a criança, o cônjuge, a testemunha, a vítima.

É curioso notar que alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. Observe os exemplos a seguir:

o cabeça (o chefe, o líder)       
a cabeça (parte do corpo)                            
o rádio (o aparelho) a rádio (a estação)
o moral (ânimo)    
a moral (bons costumes)                                  
o capital (bens materiais)
a capital (cidade)


CONCLUINDO



Gêneros - masculino e feminino

Os substantivos, quanto ao gênero, são masculinos ou femininos. Quanto às formas, eles podem ser:

Substantivos Biformes:
Substantivos biformes são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com apenas um radical.
menino - menina
traidor - traidora
aluno - aluna

Substantivos Heterônimos:
Substantivos heterônimos são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com dois radicais diferentes.
homem - mulher
bode - cabra
boi - vaca

Substantivos Uniformes:
Substantivos uniformes são os que apresentam apenas uma forma, para ambos os gêneros. Os substantivos uniformes recebem nomes especiais, que são os seguintes:

Comum de dois:
Os comuns de dois são os que têm uma só forma para ambos os gêneros, com artigos distintos: Eis alguns exemplos:

o / a estudante
o / a imigrante
o / a acrobata
o / a agente
o / a intérprete
o / a lojista
o / a patriota
o / a mártir
o / a viajante
o / a artista
o / a aspirante
o / a atleta
o / a camelô
o / a fã
o / a gerente
o / a médium
o / a modelo
(indivíduo contratado por agência ou casa de modas para desfilar com as roupas que devem ser exibidas à clientela)
o / a personagem
o / a presidente (mas também pode ser a presidenta)
o / a protagonista
o / a puxa-saco
o / a sem-terra
o / a sem-vergonha
o / a xereta




Sobrecomum:
Os sobrecomuns são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros: Eis alguns exemplos:

o cônjuge
a criança
o carrasco
o indivíduo
o apóstolo
o monstro
a pessoa
a testemunha
o algoz
o verdugo
a vítima
o tipo

o animal
o cadáver
a criatura
o dedo-duro
o defunto
o gênio
o ídolo
o nó-cego
o pé-quente
o pivô
a sentinela
o sujeito


Epiceno:
Os epicenos são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros de certos animais, acrescentando as palavras macho e fêmea, para se distinguir o sexo do animal. Eis alguns exemplos:

a girafa
a águia
a barata
a cobra
o jacaré
a onça
o tatu
a anta
a arara
a borboleta
o canguru
o caranguejo
o crocodilo
o escorpião
a formiga
a girafa
a mosca
a pantera
o pernilongo
o piolho
a piranha
a rã
a tartaruga
o tatu
o urubu
a zebra


           
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sábado, 13 de abril de 2013

FRAGMENTOS DO LIVRO "A BOLSA AMARELA", DE LYGIA BOJUNGA NUNES


AS VONTADES  

CAPÍTULO 1


            Eu tenho que achar um lugar pra esconder as minhas vontades. Não digo vontade magra, pequenininha, que nem tomar sorvete a toda hora, dar sumiço da aula de matemática, comprar um sapato novo que eu não aguento mais o meu. Vontade assim todo o mundo pode ver, não tô ligando a mínima. Mas as outras - as três que de repente vão crescendo e engordando toda a vida - ah - essas eu não quero mais mostrar. De jeito nenhum.
Nem sei qual das três me enrola mais. Às vezes acho que é a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser criança. Outra hora acho que é a vontade de ter nascido garoto em vez de menina. Mas hoje tô achando que é a vontade de escrever.
            Já fiz tudo pra me livrar delas. Adiantou? Hmm! é só me distrair um pouco e uma aparece logo. Ontem mesmo eu tava jantando e de repente pensei: puxa vida, falta tanto ano pra eu ser grande. Pronto: a vontade de crescer desatou a engordar, tive que sair correndo pra  ninguém ver.
Faz tempo que eu tenho vontade de ser grande e de ser homem. Mas foi só no mês passado que a vontade de escrever deu pra crescer também. A coisa começou assim:
             Um dia fiquei pensando o que é que eu ia ser mais tarde. Resolvi que ia ser escritora. Então já fui fingindo que era. Só pra treinar. Comecei escrevendo umas cartas:

            Prezado André
 
Ando querendo bater papo. Mas ninguém tá a fim.
Eles dizem que não têm tempo. Mas ficam vendo televisão. Queria te contar minha vida. Dá pé?
Um abraço da Raquel.

             No outro dia quando eu fui botar o sapato, achei lá dentro a resposta:

  Dá.
  André.

  Parecia até telegrama, que a gente escreve bem curtinho pra não custar muito caro. Mas não liguei. Escrevi de novo:

Querido André
 
Quando eu nasci minhas duas irmãs e meu irmão já tinham mais de dez anos. Fico achando que é  por isso que ninguém aqui em casa tem paciência comigo: todo o mundo já é bem grande há muito tempo, menos eu. Não sei quantas vezes eu ouvi minhas irmãs dizendo: "A Raquel nasceu de araque. A Raquel nasceu fora de hora. A Raquel nasceu quando a mamãe já não tinha mais condições de ter filho."
            Tô sobrando, André. Já nasci sobrando. É ou não é?
            Um dia perguntei pra elas: "Por que é que a mamãe não tinha mais condições de ter filho?" Elas falaram que a minha mãe trabalhava demais, já tava cansada, e que também a gente não tinha dinheiro pra educar direito três filhos, quanto mais quatro.
            Fiquei pensando: mas se ela não queria mais filho por que é que eu nasci? Pensei nisso demais, sabe?
             E acabei achando que a gente só devia nascer quando a mãe da gente quer ver a gente nascendo. Você não acha, não?
 
Raquel.

            Dois dias depois chegou a resposta. Estava escrita bem no cantinho do papel que embrulhava o pão:

  Acho
  André.

ROTEIRO PARA DEBATE

1.      No texto, a menina Raquel fala de sua vida, de suas vontades, isto é, de seus desejos profundos. Ela demonstra ser alegre, ou triste? Por quê?

2.      Existem “vontades” grandes e “vontades” pequenas. Cite os três exemplos de pequenas vontades que o texto apresenta.

3.      E quais são as três vontades que vão engordando sua vida?

4.      Como se explica na criança a vontade apressada de ser grande?

5.      Por que, na sua opinião, Raquel desejava ter nascido garoto em vez de garota?

6.      Na sua escola, as meninas sofrem discriminações em relação aos meninos? Se ocorrer, o que fazer para evitá-las?

7.      As irmãs de Raquel alimentavam um forte ciúme não é mesmo? Com que frases elas expressavam esse sentimento?

8.      Por que Raquel tinha a sensação de estar sobrando naquela família?

9.      A resposta telegráfica de André — acho —se referia a quê?

10.  E você, que acha? Explique suas razões.




A CASA DOS CONCERTOS

Lygia Bojunga Nunes

  Mas eu fiquei parada, querendo entender melhor a gente daquela casa. Apontei o homem:

  - Ele é teu pai?
  É. - E aí ela apresentou os três: - Meu pai, minha mãe e meu avô.
  Eles me deram um sorriso legal, e eu cochichei pra menina:
  - Por que é que ele tá cozinhando?
  Ela me olhou espantada:
  - O quê?
  Perguntei ainda mais baixo:
  - Por que é que ele tá cozinhando bastante e tua mãe soldando panela?
  - Porque ela hoje já cozinhou bastante e ele já consertou uma porção de coisas; e eu também já estudei um bocado e meu avô soldou muita panela: tava na hora de trocar tudo.
  - Por quê?
  Pra ninguém achar que tá fazendo uma coisa demais. E pra ninguém achar também que está fazendo uma coisa menos legal do que o outro.
  - Teu avô tá estudando?
  - Tá
  - Velho daquele jeito? (Era meio chato conversar com ela: só eu cochichava; ela falava normal, todo o mundo ouvia.)
  - Ele só é velho por fora. O pensamento dele tá sempre novo.
  - Por quê?
  - Porque ele tá sempre estudando. Que nem meu pai e minha mãe.
  - Eles também estudam?
  - Aqui em casa a gente não vai parar de estudar.
  - Toda a vida?
  - Tem sempre coisa nova pra aprender.
  - E quem é que resolve o que cada um estuda?
  - Como é?
  - Quem é que resolve as coisas? quem é o chefe?
  - Chefe?
  - É o chefe da casa. Quem é? Teu pai ou teu avô?
  - Mas pra que que precisa chefe?
  - Pra resolver os troços, ué; pra resolver o que é que cada um vai estudar.
  - Cada um estuda o que gosta mais. Tem livro aí; a gente escolhe o que quer. O vovô agora tá estudando teatro de bonecos: ele vai fazer um lá na praça.
  - Mas... e o resto?
  - Que resto?
  - Não tem sempre uma porção de coisas pra resolver? Quem é que resolve?
  - Nós quatro. Pra isso todo dia tem hora de resolver coisa. Que nem ainda há pouco teve hora de brincar. A gente senta aí na mesa e resolve tudo que precisa. Resolve como é que vai
enfrentar um caso que a vizinha criou; resolve se vai brincar mais do que trabalhar; ou estudar mais do que brincar; resolve o que é que vai comer; quanto é que vai gastar em roupa, em comida, em livro; resolve essas transas todas. Cada um dá uma ideia. E fica resolvido o que a maioria acha melhor.
  - Você também pode achar?
  - Claro! eu também moro aqui, eu também estudo, eu também cozinho, eu também conserto. Aqui todo o mundo acha igual.
  - Mas pode?
  - Por que é que não pode?
  Aío relógio bateu outra vez. O pai ficou ainda mais animado e gritou:
  - Almoço! A comida tá pronta.
 - Abriu o forno, tirou o bolo, perguntou se eu queria comer com eles, eu aceitei correndo. E perguntei pra menina:
  - Como é que você se chama, hem?
  - Lorelai.
  Fiquei na Casa dos Consertos nem sei quanto tempo. Pra contar a verdade, não vi o tempo passar.

Lygia Bojunga Nunes. A casa dos consertos. A bolsa amarela. Rio de Janeiro, Agir, 1976.


Roteiro para debate

11.      Quais são os membros da família de Lorena?
12.      Como é o modo de pensar de Raquel em relação aos trabalhos que são feitos naquela família?
13.      Por que Raquel cochichava e Lorelai falava normalmente?
14.      Como eram resolvidos os problemas naquela família?
15.      Comente esta frase de Lorelai: “Aqui todo mudo acha igual.”
16.      Aponte qualidades daquela família.
17.      O relacionamento existente na família de Lorelai pode existir também em famílias de outra situação econômica
18.      Por que Raquel não viu o tempo passar naquela visita?
19.      Você gostou da história A casa dos consertos? Pois, então, leia o livro “A bolsa amarela”, de Lygia Bojunga Nunes.

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