Temblante para blog







Pesquisar este blog:

IPRIMIR

Print Friendly and PDF

domingo, 13 de janeiro de 2013

PROJETO "LYGIA BOJUNGA , VIDA E OBRA"






Título: “Lygia Bojunga, vida e obra” 

Objetivo: Tornar mais conhecida dos alunos e da comunidade a importância de Lygia Bojunga na literatura infanto-juvenil.

Justificativa: Lygia Bojunga Nunes tem recebido reiterados elogios da crítica especializada, quer brasileira, quer estrangeira. No cenário brasileiro, com freqüência tem sido reportada como a herdeira ou sucessora de Monteiro Lobato, por estabelecer um espaço em que a criança tem — através da liberdade da imaginação — uma chave para a resolução de conflitos, o que Monteiro Lobato mostrou saber fazer com maestria[1]. Algumas vezes, no cenário internacional, costuma-se compará-la a Saint-Exupéry e a Maurice Druon, pela notável sensibilização infantil destes através de O pequeno príncipe e O menino do dedo verde, respectivamente. Com efeito, misturando com habilidade o real e a fantasia, Lygia alcança, num estilo fluente, entre o coloquial e o monólogo interior, perfeita comunicação com seu leitor.
É um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar.
Seus livros têm sido altamente recomendados pela crítica européia e estão sendo radiofonizados em vários países, sendo que um deles,Corda bamba, foi filmado na Suécia.

Metodologia: Leitura de obras de referência. Fichamento de dados. Profução de um texto informativo sobre Lygia Bojunga.

Produto Final: Um texto informativo.

Referências Bibliograficas:

Casa Lygia Bojunga                           http://www.casalygiabojunga.com.br/portugues/
Wikipédia, a enciclopédia livre  (Lygia Bojunga)     http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Bojunga
You Tube (A bolsa amarela)                   http://www.youtube.com/watch?v=IsNFwhkcZ5U




I PARTE


 
Gênero textual: Biografia de Lygia Bojunga

1.       Qual o nome completo de Lygia Bojunga?

2.       Onde nasceu? Quando?

3.       Descreva sua família. Qual o nome de seus pais?

4.       Cursou Universidade ou realizou outros cursos? Comente.

5.       Quando iniciou suas atividades literárias? Comente a respeito de suas primeiras produções, ou seja, elas foram bem aceitas pelo público?

6.       Qual foi o primeiro livro publicado? Quando isso aconteceu?

7.       Quais as principais obras dessa autora?

8.       Qual o livro mais conhecido de Lygia Bojunga?

9.       Lygia Bojunga, no cenário brasileiro, com frequência tem sido reportada como a herdeira ou sucessora de Monteiro Lobato. Por quê?

10.    Bojunga é um dos maiores nomes da literatura infantojuvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar. Partindo dessa ideia, quais os temas problemáticos predominantes na literatura dessa autora?

11.    Recebeu vários prêmios. Cite os principais.

12.    Recebeu o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel da literatura infantil. Qual é o nome desse prêmio?

13.    Entre suas obras literárias, qual foi filmado na Suécia?

14.    Seus livros foram publicados em várias línguas. Quais?

15.    Aborde acerca do enredo das seguintes obras de Lygia Bojunga:

 

a)       Os Colegas – 1972

b)       Angélica - 1975

c)       A Bolsa Amarela – 1976

 

16.    A produção literária de Lygia Bojunga caracteriza pelo quê?

17.    Vá à biblioteca de sua escola, escolha um livro dessa autora e faça uma leitura abordando os elementos da narrativa: nome do livro; nome da autora; narrador; personagens; tempo; espaço e enredo. Tenha uma ótima leitura, meus queridos alunos!!!

 




 
Escrever a respeito da escritora Lygia Bojunga Nunes não é fácil, já que ela é um dos maiores nomes da literatura infantojuvenil, por isso mesmo que meus alunos estão lendo suas obras, como: “Os colegas”, “Angélica”, “A Bolsa Amarela”, “A casa da Madrinha”, “Corda Bamba” e “A Cama”,

Devido a isso resolvi dar uma ajuda para eles e escrever sobre a biografia dessa renomada escritora.

Lygia Bojunga Nunes é uma autora brasileira que nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 26 de agosto de 1932 e cresceu em uma fazenda. Quando tinha oito anos de idade foi morar no Rio de Janeiro, isso a fez ter contato com o mundo artístico, onde em 1951, aos dezenove anos, tornou-se atriz, a qual fazia parte de uma companhia de teatro que viajava pelo interior do Brasil. Vale dizer que também trabalhou durante muito tempo para o rádio e a televisão, antes de tornar-se escritora consagrada de livros infantojuvenis em 1972, com o livro “Os colegas”. Suas principais obras são:

  • Os Colegas - 1972
  • Angélica - 1975
  • A Casa da Madrinha - 1978
  • Corda Bamba - 1979
  • O Sofá Estampado - 1980
  • Tchau - 1984
  • O Meu Amigo Pintor - 1987
  • Nós Três - 1987
  • Livro, um Encontro - 1988
  • Fazendo Ana Paz - 1991
  • Paisagem - 1992
  • Seis Vezes Lucas - 1995
  • O Abraço - 1995
  • Feito à Mão - 1996
  • A Cama - 1999
  • O Rio e Eu - 1999
  • Retratos de Carolina - 2002
  • A Bolsa Amarela - 2005
  • Aula de Inglês - 2006
  • Sapato de Salto - 2006
  • Dos Vinte 1 - 2007 (coletânea de capítulos dos livros anteriores)
  • Querida - 2009

Suas obras sempre são bem aceitas pela crítica literária e pelo público infantil. Dentre elas, a mais conhecida é “A bolsa amarela”. Esse livro mostra claramente o que Bojunga sabe fazer de melhor, o que a tornou tão conhecida, o seu realismo mágico e fantástico, ou seja, sua literatura caracteriza-se por uma acentuada transgressão dos limites entre fantasia e realidade, vale dizer que é perfeita nisso. Daí a questão que no cenário brasileiro, com frequência tem sido reportada como a herdeira ou sucessora de Monteiro Lobato, por estabelecer um espaço em que a criança tem — através da liberdade da imaginação — uma chave para a resolução de conflitos, o que Monteiro Lobato mostrou saber fazer com maestria.

Ah, esqueci de mencionar que amarelo é a cor preferida de Bojunga, pois essa cor é ligado à alegria da vida, tornou-se o tema predileto desde o seu primeiro livro, “Os colegas”, de 1972.

Sabe-se que sua obra traz a caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar, assim a autora consegue, com as aventuras e, principalmente, com as “desaventuras” de seus personagens penetrar na alma humana. Questões como o medo, a angústia, a rejeição, as perdas da vida, o amor, a amizade e os traumas são temas recorrentes em sua obra.

Além de tratar de temas universais, ou seja, temas de interesse de todos aqueles que estão vivos, Lygia possui também um jeito de contar suas histórias que arrasta o leitor para dentro de seus livros.

Casou-se duas vezes. Seu segundo marido é um inglês e, por isso, Lygia mudou-se para a Inglaterra em 1982. Nesse mesmo ano, Lygia recebeu o prêmio Hans Christian Andersen - o "Oscar" da Literatura infanto-juvenil - pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Jabuti (1973), o Prêmio da literatura Ratternfanger (1986). Em 26 de maio de 2004, Lygia Bojunga recebeu da Princesa Victoria, da Suécia, o prêmio ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award), o maior prêmio internacional jamais instituído em prol da literatura para crianças e jovens. No Brasil, todos os seus livros foram premiados. Esses só são os maiores, mas Lygia já ganhou muitos prêmios, é o que se pode verificar no site: http://www.casalygiabojunga.com.br/pt/premios.html.

Sua obra foi traduzida para dezenove idiomas, entre os quais francês, alemão, espanhol, norueguês, sueco, hebraico, italiano, búlgaro, checo, irlandês, e um de seus livros foi transformado em filme, “Corda Bamba”, de 1979, na Suécia, o qual quero muito assistir com meus queridos alunos.

Vamos conhecer quatro livros interessantíssimos de Lygia:

Os colegas

Os colegasOs colegas estreou na Casa de sua autora, tendo restauradas em suas páginas algumas das mais belas ilustrações coloridas que o artista Gian Calvi criou, originalmente, para o livro.

Em Os colegas, livro ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais - Lygia cria um de seus mais famosos grupos de personagens, entre os quais o ursíssimo Voz de Cristal, o coelho Cara-de-pau, e os vira-latas Virinha e Latinha: seres abandonados, vivendo à margem da vida, mas que - uma vez reunidos pelo acaso - descobrem a amizade, a solidariedade e uma intensa alegria de viver.

Angélica

 AngélicaEste livro tem num dos capítulos uma peça completa de teatro, e - como nos livros anteriores - foi recipiente de importantes prêmios.

Quando você não quer mais ser o que você é - dá pra mudar de pele?
Quando você não se conforma com o jeito que a sua família vive - dá pra mudar o jeito?
E quando você não arranja emprego - dá pra inventar um?
Se você tem que vender um pedaço de você mesmo pra sobreviver - dá pra ficar de bom humor?
E se você fica velho e sozinho no mundo - dá pra dar a volta por cima?

Os personagens que levantam estas dúvidas (e outras mais) se encontram aqui neste livro. Juntos, criam uma peça de teatro chamada Angélica

A criatividade faz de cada um deles um ser mais feliz.

 

A bolsa amarela

É o terceiro livro da autora.

Nele encontramos o ludismo que sempre esteve presente nos livros de Lygia, mas que aqui atinge um perfeito equilíbrio entre a liberdade do imaginário e as restrições do real. A Bolsa é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela ) – a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação – por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" – essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa, e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa.

Traduzido em vários idiomas, o livro foi encenado em teatros do Brasil, Bélgica e Suécia.

 Corda bambaCorda bamba

Corda bamba é um sopro de coragem que nos leva ao encontro de forças adormecidas. E com cuidado, bem ao seu estilo, Lygia "estica a corda" e nos faz transpor a ponte que liga duas extremidades: realidade e fantasia. Trabalhando na linha psicológica, com muita sensibilidade e respeito ao ser humano, enfoca a morte e seus estigmas. Conduz com maestria e um humor singular o aprendizado de viver com a perda. Ilumina a obscuridade ao levantar questões que passam despercebidas no cotidiano. Cria diálogos ricos entre o inconsciente e a realidade, e nos leva à compreensão de que podemos caminhar sozinhos e sermos bem sucedidos, mesmo que andemos na corda bamba.

Corda bamba foi filmado pela TV sueca, encenado em teatros do Brasil, Alemanha e Holanda.

 
               Mas, por que será que Lygia faz tanto sucesso, o que seus livros têm de tão bom?
           Bem, a resposta está em cada leitor, por isso vamos ler e descobrir.
           Já leu algum livro de Lygia Bojunga ? Deixe sua opinião sobre a obra.




REFLEXÃO SOBRE A LEITURA

LIVRO– a troca

Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.
Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça.
Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.
Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que – no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.
Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra – em algum lugar – uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.
(Mensagem de Lygia Bojunga para o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil, traduzida e divulgada nos 64 países membros do IBBY).

LIVRO PARA O PROJETO

 

IIPARTE

                        BOLSA AMARELA


INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I

         A Bolsa Amarela é o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) – à vontade de ser gente grande, a de ter nascido menino e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação – por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio “criança não tem vontade” – essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa.

1) Responda:

a) Nome do livro___________________________________________________________
b) Autora_________________________________________________________________
c) Editora_________________________________________________________________

2) “A Bolsa Amarela” é o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela). Quais são esses desejos? E por que Raquel os tinha?

3) A maior parte da história se passa no imaginário de Raquel. Conte a história das seguintes personagens:
        
  Afonso
Alfinete de Fraldas
Guarda Chuva
Terrível


4) Conte como foi o almoço na casa da tia Brunilda.

5) Raquel inventa uma nova história para Terrível. Escreva como a menina imaginou ser essa nova história do Galo de Briga. Não se esqueça de falar do Carretel de Linha Forte.

6) Como era a Casa do conserto? Quem era as pessoas que moravam lá?

7) Se você tivesse uma bolsa amarela, o que você guardaria dentro dela?

8) Sabemos que Raquel possuía três vontades, partindo dessa ideia, pense em seus desejos. O que você poderá fazer para que eles se tornem realidade? Comente.

9)Na sua opinião, todas as suas vontades são realmente importantes? Explique.

10) A obra lida retrata as angústias vividas pela menina Raquel com suas vontades e sobre o mundo adulto que insiste em dizer que “criança não tem vontade”. Será que as crianças de hoje também sentem as mesmas dificuldades vividas pela personagem? O que você pensa a respeito disso?
Argumente.

11) O que você achou da atitude que a menina resolveu fazer no final, com suas vontades?



III PARTE


A CASA DOS CONCERTOS

Capítulo 9

Lygia Bojunga Nunes

  Mas eu fiquei parada, querendo entender melhor a gente daquela casa. Apontei o homem:

  - Ele é teu pai?
  É. - E aí ela apresentou os três: - Meu pai, minha mãe e meu avô.
  Eles me deram um sorriso legal, e eu cochichei pra menina:
  - Por que é que ele tá cozinhando?
  Ela me olhou espantada:
  - O quê?
  Perguntei ainda mais baixo:
  - Por que é que ele tá cozinhando bastante e tua mãe soldando panela?
  - Porque ela hoje já cozinhou bastante e ele já consertou uma porção de coisas; e eu também já estudei um bocado e meu avô soldou muita panela: tava na hora de trocar tudo.
  - Por quê?
  Pra ninguém achar que tá fazendo uma coisa demais. E pra ninguém achar também que está fazendo uma coisa menos legal do que o outro.
  - Teu avô tá estudando?
  - Tá
  - Velho daquele jeito? (Era meio chato conversar com ela: só eu cochichava; ela falava normal, todo o mundo ouvia.)
  - Ele só é velho por fora. O pensamento dele tá sempre novo.
  - Por quê?
  - Porque ele tá sempre estudando. Que nem meu pai e minha mãe.
  - Eles também estudam?
  - Aqui em casa a gente não vai parar de estudar.
  - Toda a vida?
  - Tem sempre coisa nova pra aprender.
  - E quem é que resolve o que cada um estuda?
  - Como é?
  - Quem é que resolve as coisas? quem é o chefe?
  - Chefe?
  - É o chefe da casa. Quem é? Teu pai ou teu avô?
  - Mas pra que que precisa chefe?
  - Pra resolver os troços, ué; pra resolver o que é que cada um vai estudar.
  - Cada um estuda o que gosta mais. Tem livro aí; a gente escolhe o que quer. O vovô agora tá estudando teatro de bonecos: ele vai fazer um lá na praça.
  - Mas... e o resto?
  - Que resto?
  - Não tem sempre uma porção de coisas pra resolver? Quem é que resolve?
  - Nós quatro. Pra isso todo dia tem hora de resolver coisa. Que nem ainda há pouco teve hora de brincar. A gente senta aí na mesa e resolve tudo que precisa. Resolve como é que vai
enfrentar um caso que a vizinha criou; resolve se vai brincar mais do que trabalhar; ou estudar mais do que brincar; resolve o que é que vai comer; quanto é que vai gastar em roupa, em comida, em livro; resolve essas transas todas. Cada um dá uma ideia. E fica resolvido o que a maioria acha melhor.
  - Você também pode achar?
  - Claro! eu também moro aqui, eu também estudo, eu também cozinho, eu também conserto. Aqui todo o mundo acha igual.
  - Mas pode?
  - Por que é que não pode?
  Aío relógio bateu outra vez. O pai ficou ainda mais animado e gritou:
  - Almoço! A comida tá pronta.
 - Abriu o forno, tirou o bolo, perguntou se eu queria comer com eles, eu aceitei correndo. E perguntei pra menina:
  - Como é que você se chama, hem?
  - Lorelai.
  Fiquei na Casa dos Consertos nem sei quanto tempo. Pra contar a verdade, não vi o tempo passar.

Lygia Bojunga Nunes. A casa dos consertos. A bolsa amarela. Rio de Janeiro, Agir, 1976.

Roteiro para debate

1.      Quais são os membros da família de Lorena?
2.      Como é o modo de pensar de Raquel em relação aos trabalhos que são feitos naquela família?
3.      Por que Raquel cochichava e Lorelai falava normalmente?
4.      Como eram resolvidos os problemas naquela família?
5.      Comente esta frase de Lorelai: “Aqui todo mudo acha igual.”
6.      Aponte qualidades daquela família.
7.      O relacionamento existente na família de Lorelai pode existir também em famílias de outra situação econômica
8.      Por que Raquel não viu o tempo passar naquela visita?
9.      Você gostou da história A casa dos consertos? Pois, então, leia o livro “A bolsa amarela”, de Lygia Bojunga Nunes.


PRODUÇÃO TEXTUAL

1)  Em duplas, pesquisam textos e imagens montam um mural na classe sobre o tema adolescência.

2)  Escolha uma aventura que a menina viveu com as personagens que criou e conte com suas palavras.



IV PARTE

ESTUDO DA LÍNGUA


CAPÍTULO II


1) Leia:
         “Acordei de repente com um barulho esquisito. Olhei pra janela e vi o dia nascendo. Outra vez o barulho. Quase morro de susto: era um canto de galo; a ali bem perto de mim.”
         Olhei minhas irmãs. Elas continuavam dormindo igualzinho, nem tinham ouvido canto nenhum. Espiei debaixo da cama atrás da cadeira, dentro do armário – nada. Mas aí o galo cantou muito aflito: um canto assim de gente que ta presa e quer sair.” (p. 32)

a) Pinte os substantivos e circule os seus determinantes.



CONSIDERAÇÕES FINAIS





Recados









Nenhum comentário:

Indique este blog a um amigo.