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terça-feira, 19 de junho de 2012

SÓ VOCÊ, CANÇÃO DE FÁBIO JÚNIOR

Só Você
Fábio Jr      Composição: Vinicius Cantuária

Demorei muito pra te encontrar
Agora quero só você
Teu jeito todo especial de ser
Fico louco com você...

Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você
Meu pensamento voa de encontro ao teu
Será que é sonho meu?

Tava cansado de me preocupar
Quantas vezes eu dancei
E tantas vezes que eu só fiquei
chorei, chorei...

Agora eu quero ir fundo lá na emoção
Mexer teu coração...
Salta comigo alto e todo mundo vê
Que eu quero só você...

Eu quero, só você...
só você...


Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você...
Meu pensamento voa de encontro ao teu
Será que é sonho meu?

Tava cansado de me preocupar
Tantas vezes eu dancei...
E tantas vezes que eu só fiquei...
Chorei, chorei...

Agora eu quero ir fundo lá na emoção
mexer teu coração...

Salta comigo alto
Todo mundo vê
Que eu quero só você...

Agora eu quero ir fundo lá na emoção
mexer teu coração...

Salta comigo alto
Todo mundo vê
Que eu quero só você...
só você...eu quero só você...
só você... eu quero só você...
só você... eu quero só você...
só você...

Conversando sobre a canção

1.  Você já conhecia a canção? Se a resposta for positiva, em que situações você a escutou?
2. Do que você gostou mais ao ouvir a canção: da melodia, da letra da canção ou da banda? Justifique.
3. O que a letra da canção e a música transmitem a você?

4. Responda às questões oralmente:
Em sua opinião, o que importa para quem escreve canções?
● O que você já sabe sobre aqueles que se dedicam à arte de compor canções?
● O que você gostaria de saber sobre os compositores de canções brasileiras?

Analisando a letra da canção

5. Releia com atenção a letra da canção “Só você” para entender bem o que ela diz. Em seguida, responda às questões.

a) De que assunto trata a canção?
b) A qual público se dirige essa canção: crianças, jovens, adultos? Justifique sua resposta.
c) Por quais situações passou a pessoa que ama antes do encontro?
Cite versos.
d) Que verso, na canção, equivale a uma declaração de amor? Sublinhe-o na letra da canção.
e) Qual recurso a canção usa para tornar essa declaração bem evidente?
f) Ao ouvir e ler a canção, você notou que existem versos ou conjunto de versos que se repetem? Que resultado o compositor pretende alcançar com essa repetição?

6. Analisando palavras e expressões da letra da canção

a) O verso “Demorei muito pra te encontrar” pode ser facilmente compreendido. Ele indica para o ouvinte da canção que havia tempo o eu lírico procurava alguém. Como você interpreta o verso “Quantas vezes eu dancei”?
b) Nesse verso, que sentido tem o verbo “dançar”?
c) Cite dois outros versos da canção em que haja palavras em sentido figurado. Em seguida, explique o que elas querem dizer.

Compreendendo a letra da canção

7. Compreendendo a composição da letra da canção

Preencha o quadro a seguir com as informações do texto que você acabou de ler.


Autor do texto e da melodia

Papel social do produtor ao escrever o texto


Interlocutor (para quem o texto foi escrito)


Intérprete da canção


Estilo musical



Quem é que fala na canção?

8. Releia os versos da canção “Só você”:

“Demorei muito pra te encontrar [...] Eu fico louco com você”.
“Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer / Só sinto com você”.
“Tava cansado de me preocupar / Quantas vezes eu dancei”.
“E tantas vezes que eu só fiquei / Chorei, chorei”.

a) Quem fala na letra da canção: um homem ou uma mulher? Como você chegou a essa conclusão?

b) O que você acha que levou Vinicius Cantuária a compor essa canção nos anos 1980? Se possível, faça uma pesquisa para descobrir.

c) Em sua opinião, um compositor poderia compor uma canção fingindo ser uma mulher ou uma criança? Justifique sua resposta.

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domingo, 17 de junho de 2012

GENTE É BICHO E BICHO É GENTE, DE PEDRO OLIVEIRA E O BICHO, DE MANUEL BANDEIRA


TEXTO I
GENTE É BICHO E BICHO É GENTE

Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso! Fui ontem à cidade com minha mãe e você não faz ideia do que eu vi. Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana... E eu fiquei chateada.

Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo. E sabe o que ele estava procurando? Ele buscava, no lixo, restos de alimento. Ele procurava comida!
Querido Diário, como pode isso? Alguém revirando uma lata cheia de coisas imundas e retirar dela algo para comer? Pois foi assim mesmo, do jeitinho que estou contando. Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!! Devia estar horrível!
Mas o homem parecia bastante satisfeito por ter encontrado aqueles restos. Na mesma hora, querido Diário, olhei assustadíssima para a mamãe. Ela compreendeu o meu assombro. Virei para ela e perguntei: “Mãe, aquele homem vai comer aquilo?” Mamãe fez um “sim” com a cabeça e, em seguida, continuou: “Viu, entende por que eu fico brava quando você reclama da comida?”.
É verdade! Muitas vezes, eu me recuso a comer chuchu, quiabo, abobrinha e moranga. E larguei no prato, duas vezes, um montão de repolho, que eu odeio! Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada!
Vendo aquela cena, ainda me lembrei do Pó, nosso cachorro. Nem ele come uma comida igual àquela que o homem buscou do lixo. Engraçado, querido Diário, o nosso cão vive bem melhor do que aquele homem. Tem alguma coisa errada nessa história, você não acha?
Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer comida limpinha? Como pode, querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho? Naquela noite eu rezei, pedindo que Deus conserte logo este mundo. Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos. Só assim, eu consegui adormecer um pouquinho mais feliz.

(OLIVEIRA, Pedro Antônio. Gente é bicho e bicho é gente. Diário da Tarde. Belo Horizonte, 16 out. 1999).

CONVERSANDO SOBRE O TEXTO

1)       1. Qual é o título do texto?

2)      2.  Qual é o gênero textual desse texto?

3)       3. Que características diferenciam esse gênero dos outros gêneros?

4)      4.  Qual o objetivo do texto?

5)      5.  Qual é o papel desse gênero na sociedade?

6)       6. Onde esse gênero circula?

7)       7. A quem se dirige o texto?

8)       8. Qual é o tema do texto?

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

QUESTÃO 09. Na frase “Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso!”, a expressão destacada quer transmitir a ideia de que o mundo

A (   ) não está em harmonia, uma vez que seus elementos estão coordenados.
B (   ) está em harmonia, já que seus elementos não estão nos devidos lugares.
C (   ) está em desarmonia, já que seus elementos estão perfeitamente interligados.
D (   ) está organizado harmonicamente, com seus elementos fora dos padrões estabelecidos.
E (   ) não está em harmonia, já que seus elementos não estão nos devidos lugares.

QUESTÃO 10. No trecho “Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!! Devia estar horrível!” se estabelecem relações de sentido de

A (   ) fato / consequência.
B (   ) fato / causa.
C (   ) fato / finalidade.
D (   ) fato / oposição
E (   ) fato / opinião.


QUESTÃO 11. Analise as afirmativas abaixo, observando se são falsas (F) ou verdadeiras (V).

I –  (   ) No trecho “Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!!”, a narradora sente nojo do fato de o homem recolher comida do lixo.
II – (   ) Em “Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada!”, a personagem mostra-se indiferente à situação vivenciada pelo homem.
III – (   ) Em “Como pode, querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho?”, a narradora mostra-se revoltada com o fato de um ser humano ter condições de vida inferiores às condições de vida de um animal.
IV – (   ) Em “Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos.”, a narradora deposita, em um figura divina, sua esperança de mudança para a triste situação que presenciou.

A sequência CORRETA é

A (   ) V – V – V – F.
B (   ) V – F – F – V.
C (   ) V – V – F – V.
D (   ) V – F – V – V.
E (   ) V – F – F – F.

QUESTÃO 12. Atentando para os elementos narrativos que constituem o texto I, é CORRETO afirmar que

A (   ) possui um narrador em 3ª pessoa, o qual participa dos fatos por ele narrado.
B (   ) embora não fique explícito, compreende-se que o espaço em que a narradora presencia o fato central da história é a rua de uma cidade.
C (   ) as falas dos personagens são marcadas pelo travessão, já que o discurso é direto.
D (   ) a narradora relata o fato ao mesmo tempo em que ele ocorre.
E (   ) possui um narrador em 1ª pessoa, o qual não participa dos fatos narrados.

QUESTÃO 13. Observe a sequência de fatos, retirada do texto I.

(   ) Um homem sente-se satisfeito por encontrar o que comer no lixo.
(   ) A narradora se envergonha por presenciar um homem na humilhante situação de procurar comida no lixo.
(   ) A narradora vê um ser humano buscando o que comer no lixo.
(   ) A narradora conclui que um animal doméstico tem uma vida bem melhor que a do homem que busca alimento no lixo.
(   ) A narradora reza, pedindo a intervenção de Deus.

Ao se enumerar a sequência de fatos acima, de modo crescente, de forma a estabelecer uma sequência lógica de ações, tem-se como opção CORRETA a numeração

A (   ) 2 – 3 – 1 – 4 – 5.
B (   ) 1 – 3 – 2 – 4 – 5.
C (   ) 3 – 1 – 4 – 2 – 5.
D (   ) 5 – 3 – 4 – 2 – 1.
E (   ) 3 – 5 – 4 – 2 – 1.

COMPREENDENDO O TEXTO

QUESTÃO 14. O texto lido é do gênero “Relato Pessoal”, do tipo “Diário”. Que marcas textuais comprovam essa afirmativa?

QUESTÃO 15. A narradora inicia seu relato afirmando não ter mais dúvida de que o mundo está “virado ao avesso”? Por que ela afirma isso?


QUESTÃO 16. O texto aborda uma problemática social muito específica. Indique tal problemática e justifique sua resposta.

QUESTÃO 17. Em certo trecho, a narradora se diz muito envergonhada? Do que ela se envergonha?

QUESTÃO 18. A narradora compara a vida de seu cachorro à vida do homem que buscava comida no lixo. A partir dessa comparação, pode-se afirmar que o autor do texto quer mostrar a vida humana, muitas vezes, sendo menos valorizada que a vida de um animal? Justifique seus comentários.

QUESTÃO 19. No final do relato, a narrador deposita sua confiança em um ser divino. Por que ela não deposita essa confiança em outro ser humano? Explique.

QUESTÃO 20. Em sua opinião, o que pode ser feito para diminuir o sofrimento de pessoas como o homem retratado no relato? Justifique.

Gramática aplicada ao texto

QUESTÃO 21. No primeiro parágrafo do texto I, há a seguinte estrutura frasal: “Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana... E eu fiquei chateada”. Quanto ao uso das reticências, levando-se em conta o CONTEXTO, é CORRETO afirmar que

A (   ) foram usadas com o nítido objetivo de dar fim à linha de pensamento da narradora, a qual se mostra indiferente ao que viu.
B (   ) foram usadas com a intenção de demonstrar que a narradora não consegue mais encontrar adjetivos que possam expressar seu choque diante da cena que viu.
C (   ) foram usadas para demonstrar uma interrupção na linha de raciocínio da narradora, que se mostra afetada positivamente com o que viu.
D (   ) foram usadas para demonstrar que a narradora está em dúvida, pois tem a sensação de que o que viu é um sonho.
E (   ) foram usadas para demonstrarem que a narradora encontrou todos os adjetivos possíveis para expressarem suas dúvidas diante do que viu.


QUESTÃO 22. O quarto parágrafo do texto é iniciado pela palavra “MAS”, cuja função, nesse contexto, é

A (   ) estabelecer uma relação de oposição entre o que a narradora viu e a atitude do homem em recolher os restos de comida do lixo.
B (   ) estabelecer uma relação de alternância entre a atitude do homem em recolher restos de comida, no terceiro parágrafo, e mostrar-se contente com isso, no quarto parágrafo.
C (   ) estabelecer uma relação de oposição entre o fato de a narradora achar que a comida do lixo era péssima, e ele demonstrar contentamento com o que encontrou.
D (   ) estabelecer uma relação de oposição entre o fato de a narradora mostrar repugnância com a situação em que se encontra o homem e o assombro dela perante o que presenciou.
E (  ) estabelecer uma relação de alternância entre o fato de o homem revirar a lata de lixo e a mãe da narradora ficar brava com a filha por ela reclamar da comida.


QUESTÃO 23. Na frase “Viu, entende por que eu fico brava quando você reclama da comida?”
se a mãe tivesse usado a segunda pessoa do singular em lugar da terceira pessoa, teríamos:

A (   ) Viste, entendes por que eu fico brava quando tu reclamas da comida?
B (   ) Vistes, entendes por que eu fico brava quando tu reclamas da comida?
C (   ) Viste, entende por que eu fico brava quando tu reclama da comida?
D (   ) Viste, entendes por que eu fico brava quando tu reclama da comida?
E (   ) Vistes, entende por que eu fico brava quando tu reclamas da comida?

QUESTÃO 24. Em “Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer
comida limpinha?”, é CORRETO afirmar que

A (   ) a presença do vocábulo “um”, precedendo a expressão “ser humano”, indica que a narradora fala de um elemento já conhecido, determinado.
B (   ) a palavra “um”, no contexto em análise, transmite a ideia de quantidade.
C (   ) a narradora usou o vocábulo “o” antes da palavra “meu” porque se referia a um elemento já conhecido, específico.
D (   ) tanto a palavra “um”, quanto o vocábulo “o” têm, nesse contexto, valor indefinido.
E (   ) a narradora usou o vocábulo “o”, antes da palavra “meu”, porque ela se refere a um elemento não especificado, desconhecido.

INTERTEXTUALIDADE ENTRE DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS

TEXTO II

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar Editora, 1974).

QUESTÃO 25. Assim como a narradora do texto I, a voz poética do texto II

A (   ) presencia uma situação de degradação do ser humano, que é rebaixado à condição de “bicho”.
B (   ) presencia um fato isolado socialmente, que era muito comum em sua rotina.
C (   ) presencia um fato comum à sociedade (o homem rebaixado à condição de “bicho”), mostrando-se indiferente a ele.
D (   ) presencia um fato raríssimo na sociedade atual, mostrando-se apavorada com tal situação.
E (   ) presencia uma situação de exaltação do ser humano, que é rebaixado à condição de bicho.

QUESTÃO 26. A ideia principal do texto II está contida na frase:

A (   ) A fome causa estranheza em quem a sente e indiferença em quem presencia alguém passando fome.
B (   ) A fome reduz quem a sente à condição de animal e causa assombro em quem presencia alguém passando fome.
C (   ) A fome reduz quem a sente e quem presencia alguém passando fome à condição de animal.
D (   ) A fome reduz o homem e o animal a uma condição que causa espanto em quem a presencia.
E (   ) A fome causa indiferença em quem a sente e em quem presencia alguém passando fome.

QUESTÃO 27.  A expressão “Meu Deus” significa que o autor:
A ( ) alegrou-se com a cena.
B ( ) ficou indiferente.
C ( ) solucionou um problema social.
D ( ) fiou chocado com o espetáculo.

QUESTÃO 28.  A causa principal da nossa admiração pela poesia é porque:
A ( ) o autor retratou a cena que humilha a condição humana.
B ( ) o autor procurou comparar o homem com cães e gatos.
C ( ) o homem já não vive mais nesse ambiente de miséria.
D ( ) é falsa a notícia de que a humanidade passa fome.

QUESTÃO 29. Essa admiração nos dá o sentimento de:
A) ( ) prazer.
B) ( )admiração.
C) ( ) pena.
D) ( ) desprezo.

 QUESTÃO 30. A intenção do autor ao usar a palavra “bicho” parece que:
A ( ) procurou chamar a nossa atenção para animais do lixo.
B ( ) a história é mesmo sobre um lixo.
C ( ) o homem se viu reduzido a condição de animal.
D ( ) o homem deve ser tratado como animal.

QUESTÃO 31. O que motivou o bicho a catar restos foi:
A) ( ) a própria fome.
B) ( ) a imundice do pátio.
C) ( ) o cheiro da comida.
D) ( ) a amizade pelo cão.

QUESTÃO 32. O assunto do texto é:
A ( ) a imundice de um pátio.
B ( ) um bicho faminto.
C ( ) a comida que as pessoas jogam fora.
D ( ) a triste situação de um homem.

QUESTÃO 33. Destaque o verbo nesta frase: “Vi ontem um bicho na imundice do pátio.”

QUESTÃO 34.  Este poema serve para:
A ( ) distrair.
B ( ) informar sobre um acontecimento.
C ( ) partilhar um sentimento.
D ( ) informar sobre a vida de um homem.

QUESTÃO 35. Esse texto apresenta:
A ( ) fato.
B ( ) opinião.
C ( ) descrição.

INTERTEXTUALIDADE

QUESTÃO 36. Assinale a opção correta.
Os autores dos dois textos falam sobre o mesmo assunto. O assunto abordado nos dois textos é:
(    ) os textos abordam uma problemática social muito específica, a fome; e tanto no texto I quanto no texto II, o narrador e o eu-lírico mostram –se indignados com a cena observada.
(    ) os textos mostram a igualdade entre o ser humano.
(    ) os textos mostram o ser humano reduzido a condição de animal e, isso não causa indiferença em quem presencia.
(    ) tanto o narrador do texto I quanto o eu-lírico do texto II veem um ser humano buscando o que comer no lixo e ambos reagem a esta cena com indiferença.
(    ) N.D.A.



GRAMÁTICA APLICADA AO TEXTO

QUESTÃO 37. Circule os artigos e faça uma seta indicando os substantivos a que se referem (texto II).

QUESTÃO 38. O nome bicho aparece na primeira estrofe como: um bicho e, na terceira estrofe, como: o bicho. Explique a mudança que ocorreu do artigo indefinido para o artigo definido.

QUESTÃO 39. Nos trechos “Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso!” e “Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana...”, a vírgula foi utilizada, respectivamente, para separar

(   ) o aposto e os termos de uma enumeração.
(   ) o vocativo e o adjunto adverbial de modo.
(   ) o aposto e o adjunto adverbial de modo.
(   ) o vocativo e os termos de uma enumeração.

QUESTÃO 40. A única opção em que a vírgula foi utilizada pelo mesmo motivo que no trecho “Ele buscava, no lixo, restos de alimento.” é
(   ) Antônio, sem que eu visse, entrou no salão.
(   ) Joaquina, avó de Isadora, virá nos visitar hoje.
(   ) Ao entrar no amplo salão, Marcela chamou a atenção de todos.
(   ) Em Búzios, conheci um agradável grupo de jovens.

QUESTÃO 41. Em “Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso!”, as palavras destacadas são acentuadas, respectivamente, por se enquadrarem nas regras das

(   ) paroxítonas, proparoxítonas, oxítonas.
(   ) proparoxítonas, proparoxítonas, oxítonas.
(   ) paroxítonas, paroxítonas, oxítonas.
(   ) proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas.

QUESTÃO 42. Em “Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo.”, as preposições destacadas, respectivamente, têm valor semântico de

(   ) lugar / matéria.
(   ) definição / lugar.
(   ) lugar / definição.
(   ) lugar / lugar.

QUESTÃO 43. No texto II, há a presença dos vocábulos “imundície”, “detritos” e “voracidade”, cujos sinônimos, de acordo com o contexto, são, RESPECTIVAMENTE:

A (   ) sujeira / dedos / rapidez.
B (   ) sujeira / restos / fome.
C (   ) sujeira / dedos / fome.
D (   ) sujeira / restos / rapidez.
E (   ) sujeira / rapidez / fome.

QUESTÃO 44. O enunciado em que a palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo que o vocábulo “IMUNDÍCIE” é:

A (   ) Os alimentos a serem doados para o asilo estão no sótão.
B (   ) O problema da fome deve ser debatido. Excluí-lo do debate, não colabora para que se encontrem soluções.
C (   ) As crianças decidiram prestar auxílio à pobre família.
D (   ) É incrível que ainda não se tenha encontrado uma solução viável para o problema da fome.
E (   ) A única saída para o problema da fome é a participação de todos.

QUESTÃO 45. Embora o texto II seja um poema, é possível identificar nele uma sucessão de acontecimentos. Os verbos que demonstram a sucessão cronológica das ações executadas pelo homem que busca o que comer no lixo, são:

A (   ) CATAR / ACHAR / ENGOLIR.
B (   ) VER / CATAR / CHEIRAR.
C (   ) CATAR / ACHAR / CHEIRAR.
D (   ) VER / CATAR / EXAMINAR.
E (   ) CATAR / ACHAR / EXAMINAR.

QUESTÃO 46. Os vocábulos BICHO / ONTEM / CATANDO, quanto à classe de palavras a que pertencem, igualam-se, RESPECTIVAMENTE, a:

A (   ) coisa / imundície / comida.
B (   ) achava / examinava / engolia.
C (   ) coisa / não / engolia.
D (   ) cão / deus / engolia.
E (   ) examinava / gato / meu.

QUESTÃO 47. Após uma análise gramatical do texto II, é CORRETO afirmar que

A (   ) os verbos destacados nos versos “Vi ontem um bicho” e “Quando achava alguma coisa” encontram-se no mesmo modo e tempo verbal.
B (   ) a preposição sublinhada em “Engolia com voracidade” transmite a ideia de “companhia”.
C (   ) o trecho “Quando achava alguma coisa, / não examinava nem cheirava” permanecerá com o sentido inalterado se a palavra em destaque for substituída pela palavra “porém”.
D (   ) haverá alteração de sentido se a palavra destacada em “Quando achava alguma coisa” for substituída pelo vocábulo “se”.
E (   ) os verbos destacados nos versos “Vi ontem um bicho” e “Quando achava alguma coisa” encontram-se no mesmo modo e tempo verbal.

QUESTÃO 48. Observe o seguinte trecho do texto II:
“O bicho não era um cão / Não era um gato, / Não era um rato.”
Os substantivos coletivos dos vocábulos destacados são, RESPECTIVAMENTE:
A (   ) alcateia / ninhada.
B (   ) matilha / ninhada.
C (   ) matilha / alcateia.
D (   ) ninhada / matilha.
E (   ) alcateia / matilha.



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sábado, 16 de junho de 2012

A ALIANÇA, DE LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO - INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DO GÊNERO TEXTUAL CRÔNICA

A aliança


Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa - diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. É perfeitamente possível.

— Pois é. Eu...

— SEU CRETINO!

— Meu bem...

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem...

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim.

E foi tratar do jantar.



Luis Fernando Verissimo

Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 37.

COMPREENDENDO O TEXTO

QUESTÃO 01

Assinale a alternativa que não estabelece relação com o texto.

a. Discute o cotidiano do casamento.
b. A aliança é tida como símbolo e garantia da fidelidade.
c. Evidencia um imaginário de mulher possessiva e controladora.
d. Discute a relação fidelidade x traição.
e. Questiona a dicotomia verdade x mentira.

QUESTÃO 02

Em “Eu sei o que aconteceu com essa aliança”, o termo “essa” é um pronome demonstrativo e foi usado segundo regras da gramática. Assinale a alternativa em que não se respeita a norma culta.

a. Essa carta, que está em minhas mãos, é um adeus, cansei de mentiras.
b. O marido chegou em casa e contou tudo à mulher; esta ficou furiosa.
c. A questão é esta: como acreditar em maridos?
d. Casamento é um problema, mas sobre isso não há o que fazer.
e. Há dois tipos de maridos: os sinceros e os dissimulados; estes se encontram com mais facilidade e aqueles estão em extinção.

QUESTÃO 03

Leia os enunciados.

I. “Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média”.

II. “... não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infantis. Mas o macaco do seu carro tamanho médio...”.

Com relação ao uso do mas e do mais, assinale a alternativa correta.

a. O marido chegou em casa atrasado, mais a esposa não se chateou.
b. Quando se briga com o marido, mas confusão se arruma.
c. O casamento tem momentos difíceis, mas vale a pena tentar.
d. Quantas vezes eu quis ir embora, mais você não deixou.
e. O excesso de ciúme estraga qualquer relação, mas que isso, está destruindo lares.



QUESTÃO 04

No enunciado “Também não tem nada a ver com a crise brasileira”, o operador também dá uma direção argumentativa de:

a. adição
b. causalidade
c. conclusão
d. mediação
e. oposição

QUESTÃO 05

Leia os enunciados.

A – “... e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão”.

B – Só aceito suas desculpas se você prometer não me trair novamente.

Os operadores argumentativos quando se estabelecem relação de:

a. causalidade e temporalidade.
b. temporalidade e condicionalidade.
c. justificação e condicionalidade.
d. comparação e mediação.
e. causalidade e modo.

QUESTÃO 06

O enunciado “E foi tratar do jantar” apresenta algumas informações subentendidas, exceto.

a. A mulher retornou a sua rotina.
b. Mesmo magoada, preferiu acreditar que o marido estava arrependido.
c. A mulher perdoou o marido.
d. Colocou uma pedra em cima do assunto.
e. Mais tarde retornará à discussão.

QUESTÃO 07

Analise as afirmativas abaixo.

I. “A mulher vivia em casa com as crianças” é um pressuposto de “E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações”.

II. “A mulher acreditou no marido” é um pressuposto de “O mais importante é que você não mentiu pra mim”.

III. “A mulher não estava no quarto” é um pressuposto de “Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta”.

IV. “A mulher não queria se separar do marido” é um pressuposto de “Ele chegou em casa sem dizer nada”.




Beijo: 6












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