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quarta-feira, 27 de julho de 2011

PROVA FALSA, DE STANISLAW PONTE PRETA

         Quem teve a ideia foi o padrinho da caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação.
         - Mas o cachorro era um chato – desabafou.
       Desses cachorrinhos de raça, cheios de nhenhenhém, que comem comidinha especial, precisam de muitos cuidados, enfim, um chato de galocha. E, como se isto não bastasse, implicava com o dono da casa.
         - Vivia de rabo abanando para todo mundo, mas quando eu entrava em casa vinha logo com aquele latido fininho e antipático, de cachorro de francesa.
         Ainda por cima era puxa-saco. Lembrava certos políticos da oposição, que espinafram o ministro, mas quando estão com o ministro, ficam mais por baixo que tapete de porão. Quando cruzavam num corredor ou qualquer outra dependência da casa, o desgraçado rosnava ameaçador, mas quando a patroa estava perto, abanava o rabinho, fingindo-se seu amigo.
         - Quando eu reclamava, dizendo que o cachorro era um cínico, minha mulher brigava comigo, dizendo que nunca houve cachorro fingido e eu é que implicava com o “pobrezinho”.
         Num rápido balanço poderia assinalar: o cachorro comeu oito meias suas, roeu a manga de um paletó de casimira inglesa, rasgara diversos livros, não podia ver um pé de sapato que arrastava para locais incríveis. A vida lá em sua casa estava se tornando insuportável. Estava vendo a hora em que se desquitava por causa daquele bicho cretino.
         Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes e era uma choradeira das crianças e uma espinafração da mulher.
         - Você é um desalmado – disse ela, uma vez.
         Venceu a guerra fria com o cachorro graças à má educação do adversário. O cãozinho começou a fazer pipi onde não devia. Várias vezes exemplado, prosseguiu no feio vício. Fez diversas vezes no tapete da sala. Fez duas na boneca da filha maior. Quatro ou cinco vezes fez nos brinquedos da caçula. E tudo culminou com o pipi que fez em cima do vestido novo de sua mulher.
         - Aí mandaram o cachorro embora? – perguntei.
         - Mandaram. Mas eu fiz questão de dá-lo de presente a um amigo que adora cachorros. Ele está levando um vidão em sua nova residência.
         - Ué... mas você não o detestava? Como é que ainda arranjou essa sopa pra ele?
         - Problema de consciência – explicou: - o pipi não era dele.
         E suspirou cheio de remorso.                                                      

Stanislaw Ponte Preta

Recados




Construindo o sentido do texto

1 - Como a família adquiriu o cachorrinho?


2 - Como o cachorro era tratado pela família?


3 - Por que o dono da casa não gostava do animalzinho?


4 - Segundo o dono, o que o cachorro fazia de errado pela casa?


5 - O que o dono fez para se livrar do cachorro?


6 - O que o dono da casa fez para diminuir o peso de consciência por ter se livrado do animal?


7 - Explique o título do texto:

NO RETIRO DA FIGUEIRA, DE MOACYR SCLIAR

               Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... era maravilhoso. Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranqüilo, um dos últimos locais – dizia o anúncio – onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá, ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos os gramados, os parques, os pôneis, o pequeno lago. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao condomínio: Retiro da Figueira.
Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante todo o trajeto de volta à cidade – e eram uns bons cinquenta minutos – ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes – e sobretudo dos guardas. Oito guardas, homem fortes, decididos – mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na seguinte, foi o chefe dele, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: “ah, mas ele deve ser formado em alguma universidade”. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou – mas de maneira casual – que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher.
Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança; trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém roubado e espancado; (...) minha mulher decidiu – tínhamos de mudar de bairro. Tínhamos de procurar um lugar seguro.
Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. Às vezes penso que se morássemos num edifício mais seguro, o portador daquela mensagem publicitária nunca teria chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo enfiado sob a porta transformou-se – como dizia o texto – num novo estilo de vida.
Não fomos o primeiro a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário, entre nossa primeira visita e a segunda – uma semana após – a maior parte das trinta residências já tinha sido vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto. E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança.
Naquela semana descobri que o prospecto tinha sido enviado a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo, só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores – e viu mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais.
Mudamos-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da manhã, começavam seu concerto. Os pôneis eram mansos, as aleias ensaibradas estavam sempre limpas. A brisa agitava as árvores do parque – cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa para ver se estava tudo bem – sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez uma lista dos parentes e amigos dos moradores – para qualquer emergência, explicou, com um sorriso tranqüilizador. O primeiro mês decorreu – tal como prometido no prospecto – num clima de sonho. De sonho, mesmo.
Uma manhã de domingo, muito cedo – lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham começado a cantar – soou a sirene de alarmes. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um pouco assustados – um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao salão e festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama.
O chefe dos guardas estava lá, ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Fez-nos sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir que não saíssemos naquele domingo.
- Afinal – disse, em tom de gracejo – está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as quadras de tênis...
Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente contrariado.
Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada. Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segunda-feira, dia de trabalho. Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não poderíamos sair – os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois assassinos foragidos. À pergunta de um irado cirurgião, o chefe dos guardas respondeu que, mesmo de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro.
— E vocês, por que não nos acompanham? — perguntou o cirurgião.
— E quem vai cuidar da família de vocês? – disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo.
Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas, nós os víamos e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão.
Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isto agora, mas eu não estava gostando nada daquilo.
Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá.
Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós — amedrontado, pareceu-me — e saiu pelo pretão da entrada, quase correndo.
O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião decolou e sumiu.
Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo de que estão gozando o dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao nosso – que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais.


SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005.p. 76.

Recados




î  A COMUNICAÇÃO EM FOCO
Gênero privilegiado: conto



I – ETAPA


CONSTRUINDO O SENTIDO DO TEXTO


01 – Como os moradores do Retiro da Figueira ficaram sabendo da existência do condomínio?


02- Que motivo levou a maioria a se decidir por comprar uma casa no Retiro da Figueira?


03 – No decorrer do texto, o narrador cita o prospecto várias vezes.
a)    Que informação constavam nesse anúncio?
b)    A que mulher do narrador atribui o fato de que “o prospecto tinha sido enviado apenas a uma quantidade limitada de pessoas”? E o que o narrador achou disso?
c)    Por que, na verdade, apenas essas pessoas receberam o prospecto?
d)    Que outros meios poderiam ser usados para divulgar a existência do condomínio? Por que não foram usados?
e)    Ao longo do conto, o narrador repete insistentemente que as informações constavam “no prospecto”. Qual o motivo dessa repetição?


04 – Que justificativa o chefe dos guardas apresentou para pedir uma lista com o nome de parentes e amigos dos moradores? Para que essa lista serviria, na verdade?


05 – Como o chefe dos guardas se comportou ao informar aos moradores que não poderiam sair de casa no domingo? Qual o seu real objetivo ao comportar-se dessa maneira?


06 – O que os moradores reconheceram no momento em que a polícia cercou o condomínio?


07 – Qual o verdadeiro motivo pelo qual a polícia cercou o Retiro da Figueira?


08 – O que havia na maleta que o homem que desceu do jatinho entregou ao chefe dos guardas?




II - ETAPA


ELEMENTOS DA NARRATIVA NO CONTO


Objetivos:
1
- Identificar, reconhecer e analisar as características do conto (plausibilidade ou verossimilhança, caracterização de personagens, sequência de tempo, espaço, enredo, conflito e desfecho).


01 – Elabore um resumo do essencial da história.


02 – O conto é uma narrativa ficcional e, geralmente, é composto por uma sequência de fatos plausíveis, ou seja, que poderiam acontecer na vida real. Em sua opinião, no conto, existe algum fato que não seja plausível assim? Explique:


03 – Em narrativas ficcionais, o narrador pode emitir comentários ou deixar transparecer sua opinião ou sua impressão sobre os fatos. No conto:
a)    O narrador está em 1° ou 3° pessoa?
b)    Transcreva dois exemplos de trechos que revelam uma opinião ou impressão do narrador:
c)    A opção pelo narrador em 1° ou 3° pessoa interfere na emissão de comentários? Explique:


04 – Em contos, a caracterização dos personagens costuma limitar-se ao que é essencial para a compreensão dos acontecimentos, tendo em vista a extensão prevista para esse gênero. Como os seguintes personagens são caracterizados pelo narrador?
• A esposa:
• Os guardas:
• O chefe da guarda:
• Os vizinhos de condomínio:
Por ser uma narrativa curta, o conto desenvolve-se, em geral, num ambiente restrito, ou seja, o espaço onde acontece a história é pequeno e bem definido. No conto lido:
a)    Onde se passa a maior parte da história?
b)    Para justificar a mudança de endereço, o narrador fornece algumas informações sobre sua residência anterior. O que é possível afirmar sobre essa residência?


05 – A marcação do tempo dos acontecimentos também é importante para a construção do conto, para que o leitor compreenda o desenvolvimento da história com facilidade. A passagem do tempo no texto é marcada com precisão. Identifique expressões que marcam essa progressão:


06 – Além dos marcadores que indicam a sequência dos fatos, alguns acontecimentos têm ocasião bem definida. Com base na leitura do conto, responda:
a)    Em que dia da semana o alarme tocou pela primeira vez? Por que você acha que os guardas escolheram esse dia?
b)    Como o narrador identifica o fato de que o alarme tocou “muito cedo”?
c)    Quando os moradores começaram a ficar contrariados por não poderem sair do condomínio? Que motivo alegaram para reclamar da situação?
d)    Quantos dias depois do início da reclusão a polícia chegou ao local?


07 – A sequência de fatos ocorridos em um espaço de tempo, delimitada por um determinado ambiente, é chamada de enredo. Nos contos, as partes do enredo estabelecem entre si relações de causa e efeito. Essas relações são fundamentai para o encadeamento dos fatos e o desenvolvimento da história. No conto em estudo:
a)   
              A) A situação inicial – de equilíbrio – é aquela que apresenta os personagens em sua vida normal, antes de começarem os eventos que promoverão uma reviravolta na história. Que trecho do texto marca a quebra da situação inicial de equilíbrio?Na sequência narrativa, costuma haver um momento em que os fatos passam a se desenvolver em torno de uma oposição entre dois elementos. Essa oposição é chamada de conflito. No conto, o conflito se dá a partir da oposição entre a rotina de tranqüilidade vivenciada pelo narrador e os outros moradores, e a prisão que foi imposta a eles inesperadamente. Que acontecimentos marca o início desse conflito?


b)       B) Depois de estabelecido, o conflito atinge seu ponto máximo, o momento de maior tensão na história, chamado de clímax. Este momento encaminha a narrativa para o seu final. Identifique o trecho que indica o clímax do conto lido:

c)    C) Nos contos contemporâneos, o desfecho da história costuma ser inusitado e surpreendente, contrariando as expectativas do leitor. Ao longo do texto, percebemos que o autor oferece pistas de que algo pode vir a quebrar a tranqüilidade. Transcreva do texto algumas pistas que indiquem esse momento:



PRODUÇÃO DE TEXTO
Os sequestros são acontecimentos frequentes na realidade atual. No conto, tudo termina bem; na vida real, no entanto, os desfechos nem sempre são tranquilos. Faça um texto discutindo essa ideia. O que você pensa sobre essa violência urbana.

A SERRA DO ROLA-MOÇA, DE MÁRIO DE ANDRADE

A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...


Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
O noivo com a noiva dele
Cada qual no seu cavalo.


Antes que chegasse a noite
Se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
E se puseram de novo
Pelos atalhos da serra
Cada qual no seu cavalo.


Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.


A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.


As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo nos socavões,
Temendo a noite que vinha.


Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
Com as risadas dos cascalhos,
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.


Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
Na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.


E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.

MÁRIO DE ANDRADE


Interpretação do texto

1.  Quais são as personagens do texto?
(   ) Um jovem e sua irmã.
(   ) Um homem e sua esposa.
(   ) Um casal de noivos.

2.  Eles vinham:
(   ) da vila.
(   ) do outro lado da serra.

3.  Atravessaram a serra para:
(   ) ver o padre.
(   ) se casar.

4.  Quando resolveram voltar?
(   ) No dia seguinte.
(   ) No princípio da tarde.
(   ) No fim da tarde.

5.  Por onde voltaram?
(   )Pelo mesmo caminho por onde tinham vindo.
(   ) Pelos atalhos da serra.

6.  Como se sentiam durante a travessia da serra?
(   ) Felizes com a paz da altura.
(   ) Felizes porque haviam se casado.
(   ) Preocupados com os perigos do caminho.

7.  Enfim:

“As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam”

O poeta quer dizer que:
(   ) os índios tinham medo.
(   ) a noite vinha chegando.
(   ) os noivos assustavam os índios.

8.  Em:
“Ah! Fortuna inviolável!”

O poeta quer dizer:
(   ) foi azar que fez com que o cavalo caísse no abismo.
(   ) foi a falta de cuidado da moça que fez com que o noivo caísse no abismo.

9.  A noiva, com seu cavalo:
(    ) se jogou no abismo.
(    ) caiu no abismo.

10. Diante disso, o noivo:
(   ) caiu no abismo por causa do susto.
(   ) atirou-se no abismo por vontade própria.

11. A serra recebeu o nome de “Rola-Moça porque:
(   ) houve o acidente com a moça.
(   ) a moça atirou-se no abismo.

12. Pela leitura do texto, pode-se concluir que:
(   ) o noivo atirou-se no abismo para salvar a noiva.
(   ) o noivo atirou-se no abismo para morrer junto com a sua amada.


13. Conte uma história triste.
Escreva a história da “Serra do Rola-Moça” com suas palavras.
Sugestão: A serra já tinha esse nome?
Era perigosa?
De onde vieram os noivos?
O que vieram fazer?
Como foi a viagem de volta?
Os noivos estavam contentes?
O que aconteceu no final
Procure, ao contar a história, responder a essas perguntas.



COMPREENSÃO DO TEXTO

1 ) Resuma, em poucas linhas, os fatos narrados.

2) Quais são as personagens envolvidas na história?

3) Que hora se desenvolve a cena? Esse momento pode ter tido alguma influência nos acontecimentos? Por quê?

4) Pode-se dizer que os noivos passavam por local seguro? Por quê? Cite um verso que se refira especificamente ao caminho que eles trilhavam.

5) Explique como morreu cada um dos noivos e por que “A Serra do Rola-Moça Rola-Moça se chamou”.

Recados




O PADRE E O MENINO

Um padre andava pelo sertão, e como estava com muita sede, aproximou-se duma cabana e chamou por alguém de dentro. 
x
Veio então lhe atender um menino muito mirrado.
Xxxx
- Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre?
Xxxx
- Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar! Se o senhor quiser... - disse o menino.
Xxxx
- Serve, vá buscar. - pediu-lhe o padre.
Xxxx
E o menino trouxeram a garapa dentro de uma cabaça. O padre bebeu bastante e o menino ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou.
Xxxx
Depois de beber, o padre curioso perguntou ao menino:
xxxx
- Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa?
- Briga não senhor. Ela não quer mais essa garapa, porque tinha uma barata morta dentro do pote.
Xxxx
Surpreso e revoltado, o padre atira a cabaça no chão e esta se quebra em mil pedaços. E furioso ele exclama.
Xxxx
- Moleque danado, por que não me avisou antes?
Xxxx
O menino olhou desesperado para o padre, e então disse em tom de lamento:
xxxx
- Agora sim eu vou levar uma surra das grandes; o senhor acaba de quebrar a cabacinha de vovó fazer xixi dentro!





CONSTRUÇÃO DO TEXTO


01 – Elabore um resumo do essencial da história.

02 – Identifique no conto “O padre e o menino” os parágrafos correspondentes aos momentos da narrativa.

03 – Escreva como são identificadas as personagens do conto lido.

04 – Copie do texto expressões que indicam tempo em que os fatos acontecem é indeterminado.

05 – Copie do texto uma expressão que mostra que os fatos se passam em lugar indeterminado.



06 - PRODUÇÃO TEXTUAL

Quem conta um conto... pode criar outro desfecho. Então, leia o conto abaixo e crie um desfecho bem interessante.



Romeu e Julieta

Ele a esperou na porta do colégio. Com quinze anos era a primeira vez que se aproximava de uma garota. O rosto queimado, ele conseguiu perguntar se podia acompanhá-la. Ela disse que sim.
Sentindo-se ridículo e nervoso, ele perguntou se ela estava com pressa. Ela falou que não. Então ele perguntou se ela queria ir ao cinema. Ela disse que sim.
Não conseguindo concentrar-se no filme, ele olhava disfarçadamente para ela.
E ele perguntou, de repente, se podia beijá-la. Ela disse que sim. Então seu coração bateu mais forte, porque ele tinha certeza de que, finalmente, as coisas começariam a acontecer.



07 – As histórias em quadrinhos, que tanto agradam as crianças e os jovens, trabalham com as duas linguagens. Veja, por exemplo, algumas vinhetas de personagens famosos:

a) Em qual quadrinho temos a linguagem somente verbal?

b) Qual quadrinho temos a linguagem não verbal?

c) E, finalmente, qual quadrinho há a linguagem verbal e não verbal?



08 – Produza um texto levando em consideração essa história do quadrinho “Chico Bento".



PROJETO "CONHECENDO MONTEIRO LOBATO - VIDA E OBRA"
















      









































Com Lobato, os pequenos leitores adquirem consciência crítica e conhecimento de inúmeros problemas concretos do País e da humanidade em geral. Ele desmistifica a moral tradicional e prega a verdade individual. Instaura, portanto, a liberdade. Sem coleiras, pensando por si mesma, a criança vê, num mundo onde não há limites entre realidade e fantasia, que ela pode ser gente de transformação.
Outros meios empregados pelo escritor para levar à reflexão são o humor, a ironia, a crítica. Nesse aspecto Emília é sei porta-voz. Personagem transgressora por excelência, sempre contestando as verdades estabelecidas em busca de suas próprias verdades.
Monteiro Lobato foi o primeiro escrito brasileiro a acreditar na inteligência da criança, na sua curiosidade intelectual e capacidade de compreensão.
A obra de Lobato educa no sentido etimológico da palavra (ex-ducere: conduzir para fora). Sua mensagem está propõe uma tomada de posição consciente ante todos os problemas que o afligiam. 


PERSONAGENS DO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO

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Dona Benta: a proprietária do sítio e principal figura adulta da narrativa, é uma velha de mais de sessenta anos ... de cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz ... a mais feliz das vovós.
No sítio do Picapau Amarelo quem detém a autoridade é Dona Benta (a figura paterna é sequer mencionada, enquanto a da mãe de Pedrinho é apenas referida), e ela a exerce de forma sábia e democrática.
Dona Benta não é apenas uma espectadora das aventuras de seus netos, mas também participante ativa em várias delas.
Além desse papel de autoridade liberal, Dona Benta é ainda quem fornece as informações científicas que serão apreendidas e trabalhadas pelas crianças e quem contas as histórias a cada noite antes da hora de dormir, alimentando assim a fantasia e o sonho, matéria mesma da vida no sítio.



Tia Nastácia: é a cozinheira e faz tudo da casa,     negra de estimação que carregou Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou Narizinho.
Ela representa o povo, cheio de sabedoria intuitiva e experimentada da tradição. Supre o sítio de todas as necessidades materiais e ainda encontra tempo para dar vida a alguns personagens, já que Emília, Visconde, João-faz-de-conta, saíram de suas mãos.
O sítio é o espaço da magia, por isso ele se integra na natureza. A sala e a varanda da casa são os domínios de D. Benta ou a racionalidade. A cozinha é o reino de Tia Nastácia onde já transita a superstição e a crendice, o povo em processo de integração em outras realidades culturais.



Narizinho: como todos dizem, sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos bem gostosos.”



Pedrinho:   neto de Dona Benta, que morava na cidade e de início só passava as férias no sítio.
Narizinho e Pedrinho são todas as crianças do mundo. Ávidos de conhecimento e de aventura, descobrem a vida através da palavra de Dona Benta, da bondade de tia Nastácia e de sua própria experiência, reelaborando as informações recebidas nesse universo idealizado.




Emília: uma boneca de pano bastante desajeitada de corpo. É Emília, sem dúvida, o mais significativo, pois é por meio dela que Lobato emite seus pontos de vista, denuncia os absurdos do mundo civilizado, ri da empatia dos sábios e poderosos.Sendo uma boneca, embora evolua e vire gente de verdade, ela está livre das obrigações sociais impostas pela educação à criança. Ela pode dizer o que pensa sem nenhum tipo de coerção.Representa desse modo os impulsos reprimidos, mesmo em crianças tão livres quanto Pedrinho e Narizinho.

Rabicó: um leitão muito guloso. É o mau-caráter do bando. Capaz de fugir nas horas de perigo, comer o que não deve nos momentos mais inoportunos. Nem por isso, no entanto, é menos querido, aproveitando aí Lobato para colocar-se contra a dicotomia bom x mau tão característica da literatura destinada a crianças, notadamente na época em que ele escreveu.



Visconde de sabugo: bem respeitável, de cartola na cabeça e um sinal de coroa na testa.


burro-falante: incorporado ao bando nos últimos capítulos de “Reinações”.


Quindim: um rinoceronte fugido do circo e salvo da sanha dos caçadores.

Tio Barnabé – na entrada da floresta está Tio Barnabé, representante legítimo da cultura primitiva, do folclore, dos domínios do inconsciente.




http://lobato.globo.com/Images/fotografias/images/Lobato_AManha.jpgGênero textual: Biografia de Monteiro Lobato

1.   Qual o nome completo de Monteiro Lobato?
2.   Onde nasceu?Quando?
3.   Onde morreu?Quando?De quê?
4.  Descreva sua família. Qual o nome de seus pais?
5.   Cursou Universidade? Quando se formou? Comente.
6.   Exerceu a profissão? Quando? Onde?
7.   Por que Monteiro Lobato foi um escritor muito importante, principalmente para as crianças?
8.   Quando iniciou suas atividades literárias? Comente a respeito de suas primeiras produções, ou seja, elas foram bem aceitas pelo público?
9.   Qual foi o primeiro livro que publicou?
10. Quando começou a escrever para crianças?
11. Viveu no exterior? Onde?Quando?
12. Quais as principais obras desse autor?
13. Qual a sua participação na questão do petróleo?
14.Sofreu repressão política? Por quê?
15. O que fez pela indústria editorial do Brasil?
16. Quais são as personagens do sítio do pica-pau amarelo?
17. Qual a personagem mais importante de Monteiro Lobato?
18. Monteiro Lobato é comparado a duas personagens do sítio do pica-pau amarelo. Quais e por quê?
19. Qual é o livro-mãe, a locomotiva do comboio, o puxa-fila. A saga do Pica-pau Amarelo começa?
20. Agora, vá à biblioteca de sua escola, escolha um livro desse autor e faça uma leitura abordando os elementos da narrativa: nome do livro; nome do autor; narrador; personagens; tempo; espaço e enredo. Tenha uma ótima leitura, meus queridos alunos!!!




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