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sábado, 17 de abril de 2010

BARROCO

        O texto “O amor” de Padre Antônio Vieira é um sermão, o qual o pregador português joga com as idéias e os conceitos, seguindo um raciocínio lógico e racionalista. Quanto ao estilo Barroco caracteriza-se pela fuga à expressão singela e imediata, às estruturas formais simples e lineares. (conceptismo)

        No período barroco temos uma literatura de fortes tensos vocabulares, formas complicadas, cujo escritor barroco procura a expressão que encerra uma multivalência significativa que traduz valores contrastantes.

       As personagens mais características da literatura barroca deixavam de ser simples, transparentes, uniformes, para serem complexas, duais, indecisas. Além disso, existe o jogo de claro e escuro, as pessoas, coisas paisagem e ações não são descritas, mas, sim, sugeridas.

       Uns dos recursos utilizados na linguagem para produzirem esse efeito é a metáfora, esta é considerada um elemento importantíssimo nesse período, porém, muitas vezes, é prejudicada por causa do exagero do estilo barroco, isto é, o uso demasiado. Também encontramos a hipérbole e gosto pela obscuridade.

       Mais ainda, podemos acrescentar: a repetição, o hipérbato, a anáfora, a antítese violenta, os quais são outros traços que caracterizam a literatura barroca.

       O Barroco denomina as várias manifestações artísticas que marcaram o século XVII e o início do século XVIII, tendo seu berço na Europa, na Espanha, é o produto artístico de uma sociedade aristocrática, do tipo feudal e rural, composta de senhores latifundiários e de uma larga massa de camponeses, por isso seu berço foi a Espanha, país ainda ligado a costumes feudais.

       A mais marcante característica dessa época é exatamente a tentativa de unir os valores medievais, revitalizados pela Contra-Reforma, aos valores da cultura grego-latina (Homero, Virgílio), resgatados pelo movimento renascentista. O homem barroco é um homem angustiado, dividido entre santos católicos e deuses pagãos, entre a matéria e o espírito, o pecado e o perdão.

      No estilo barroco, como já foi mencionado, o ser humano era angustiado, perplexo, pois existiam fatores para tais características , como: a contra-reforma, a inquisição, o absolutismo, enfim, era um ser complexo, demasiado, porém no século XVIII, surge o Neoclassicismo, mas não se trata de um novo “movimento” artístico – literário, mas apenas de um estilo peculiar dentro do classicismo. O homem está cansado de tantos exageros, então, agora no Neoclassicismo, procura viver na medida certa, tranquila, simples.

       O período clássico, que atinge seu maior esplendor durante o reinado de Luís XIV. No fim do século XVII, o rei da França reúne na corte de Versalhes, castelo de arquitetura imponente, uma elite intelectual com a intenção de viver o verdadeiro espírito do classicismo, que se adaptava bem ao absolutismo político, que privilegiava a arte requintada e palaciana. Nessa “civilização de Versalhes”, o ideal estético era a beleza entendida como harmonia de formas, em que predominava a ordem e a racionalidade.

      Os principais gêneros literários cultivados pelos escritores clássicos grego-romanos e renascentistas são retomados pelos autores franceses desta época.

      O Neoclassicismo nasceu da aplicação dos princípios abstratos, de um rígido código de normas, valores críticos, fórmulas literárias que consubstanciavam a imposição de um gosto artificial. A preocupação primeira era a satisfação intelectual e lógica, antes da emoção, havia que cuidar da elegância exterior, em vez da unidade interna na obra de arte. De tudo isso decorre o caráter decorativo, a ausência de sentimentos, de paixão, de fantasia. Por outro lado, marca a literatura predominante no tempo, uma intenção didática e crítica, também constrangedora.

      O estado de espírito, a atitude neoclássica, surgem em Portugal, através da corrente chamada Arcadismo, que apresenta certas divergências com o padrão geral (a ausência de anticlericalismo), pois a Arcádia, que dará nome ao movimento, tinha como patrono o menino Jesus. Essa Arcádia tem origem em Roma, foi fundada em 1690, pelos amigos da rainha Cristina. Seus integrantes denominavam-se “pastores” e adotavam nomes pastoris gregos ou latinos.

      Quanto ao ponto filosófico, vive-se, agora, o Século das luzes, a vitória do pensamento iluminista burguês que prepara o caminho para a Revolução Francesa. O iluminismo se caracteriza pela negação da cultura medieval, pela afirmação das ciências e da Razão e pela defesa da liberdade de expressão, como forma de promover o progresso.

      No início do século XVIII, na Europa, dá-se a decadência do pensamento barroco, a burguesia, fortalecida por uma intensa e lucrativa atividade comercial, lança as bases da Revolução Industrial e luta pelo poder político; no combate ao poder monárquico; os religiosos, com suas polêmicas, levam os problemas teológicos ao descrédito; surgem as arcádias, que buscavam a pureza e a simplicidade das formas clássicas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


CADERMATORI, Lígia. Períodos Literários. 3. ed. São Paulo: Ática, 1987.







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