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sábado, 29 de maio de 2010

HISTÓRIAS FOLCLÓRICAS DO BRASIL

Lendas e Mitos












1- Saci sapeca

Esmeralda vivia perdendo

Dona Esmeralda vivia perdendo coisas pela cozinha.

___ É coisa de saci ___ dizia ela.

E era mesmo. O saci adorava deixar dona Esmeralda maluquinha, escondendo e derrubando as coisas.

O que ele não entendia era por que dona Esmeralda precisava cozinhar para a família.

Um dia, ele resolveu sumir com os óculos de dona Esmeralda.

A coitada não pôde prepara o café da manhã, nem o almoço, nem o jantar.

Quando percebeu a bagunça que aprontou, o saci pensou: “Epa! Acho que exagerei”.

Então devolveu os óculos de dona Esmeralda, sem que ela percebesse.

O saci pode ser levado, mas não é mau. Continuou a provocar dona Esmeralda, mas sem atrapalhar muito seu trabalho.

Saci-pererê

É todo negrinho, com olhos vermelhos e uma perna só. Usa apenas um gorrinho vermelho, onde está depositado todo o seu poder. Não se separa de seu cachimbo.
Adora fazer brincadeiras com as pessoas.



2- O boto encantado

Rosinha estava feliz, pois estava indo à sua primeira festa. Iria dançar e se divertir.

Chegando lá, conheceu muitos meninos e meninas.

Mas havia aquele menino especial, que chamou sua atenção. Era belo e tinha um olhar encantador.

Ele a convidou para dançar. Dançaram e riram muito. Rosinha ficou apaixonadíssima.

“Ele é demais”, pensou ela.

E era mesmo. Todas as meninas estavam caidinhas por ele.

De madrugada, ele se despediu de Rosinha e saiu correndo.

Ela, claro, correu atrás dele até o rio.

Foi quando ela viu o menino se transformando em um boto e pular no rio. Não era menino, era um boto encantado.

O boto

Diz a lenda que o boto sai das águas durante as noites e se transforma em um rapaz bonito e forte. Todo vestido de branco, usa um chapéu para esconder um orifício no alto da cabeça, por onde ele respira.
Adora sair à noite para procurar festas, onde dança e conquista os corações das mulheres.



3- O boitatá, guardião da floresta

As motosserras trabalhavam sem parar. A mata atlântica estava caindo por terra.

___ Trabalhem no turno da noite também! _ Ordenou o mestre madeireiro_

___ Precisamos de mais madeira.

Duas luzes, parecendo olhos enormes, surgiram na escuridão.

__ É o Boitatá __ gritou um dos homens.

Correra. Na noite seguinte o boitatá surgiu novamente:uma enorme cobra com olhos de fogo.

Correram de novo. O que eles não entendiam era por que o boitatá estava lá como guarda da mata.

Os seres da natureza não estavam nada felizes com tanta destruição em suas matas.

A madeireira decidiu então deixar pelo menos aquele trecho da mata em paz.

Os seres da natureza descansaram um pouco, mas sabiam que os homens – e só os homens- poderiam salvar as florestas.

O boitatá

Quase sempre aparece sob a forma de uma cobra muito grande , com dois olhos enormes que parecem faróis. Às vezes também surge com a aparência de um boi gigantesco, brilhando. Ele é o gênio que protege as campinas e sempre castiga os que põem fogo no mato, a menos que estes saibam livrar-se dele.


4- A caverna dos suspiros


Em Fernando de Noronha existe uma caverna que emite ruídos parecidos com suspiros.

Dizem ser os suspiros de Eulália, jovem aprisionada por um dragão e coberta de jóias.

Suspirar e suspirar. Mas cheia de jóias. Safiras, rubis, diamantes e esmeraldas.

__Vamos lá, dragão, deixe eu ir embora. Há quantos anos já me mantém prisioneira?

__Duzentos anos __ disse o dragão.

Duzentos anos é muito tempo até para dragão! O bicho deixou Eulália sair da Caverna dos Suspiros.

Eulália viu que em duzentos anos muita coisa havia acontecido. Pela televisão, é claro, pois Fernando de Noronha continuava um paraíso.

Voltou correndo para a caverna, assustada, pois o mundo havia mudado muito.

Convenceu o dragão a deixar sua missão de guardar o tesouro e sair voando por esse mundo tão diferente, e ao mesmo tempo tão maravilhoso.


A caverna dos Suspiros

Dizem que há um dragão em uma caverna de Fernando de Noronha. Seu corpo é cheio de escamas e ele é todo verde. Tem o rabo muito comprido, terminando em seta. A cabeça é impossível de descrever. Os olhos são vermelhos como brasas. Tem dentes enormes e uma língua muito comprida. Quando está com raiva, costuma soltar fogo pela boca.


5- O lobisomem e o lobo-guará


O pequeno lobisomem correu pelo cerrado. Tinha uma missão importantíssima.

Ele estava indo ajudar um lobo-guará que havia se ferido na floresta.

A perna do lobo estava quebrada e ele estava sentindo uma dor muito forte.

O lobisomem o carregou até o posto veterinário no Parque Nacional.

Lá o lobo-guará foi tratado e logo recuperou-se.

Ninguém havia realmente visto quem o tinha deixado lá. Mas suspeitavam que era o lobisomem.

O lobisomem a esta altura já havia retornado à sua forma humana.

Mas na próxima noite de lua cheia ele estaria lá, disposto a ajudar os seres da natureza.


O lobisomem

A lenda conta que, se uma mulher tem sete filhas e o oitavo filho que nasce é homem, esse menino será um lobisomem.
Nas noites de lua cheia, começam a nascer pêlos por todo o seu corpo, suas orelhas crescem, seus olhos ficam vermelhos e ele uiva como um lobo. Sai por aí espantando os cães, apagando as luzes das casas e quebrando o silêncio da noite com seus uivos horripilantes.


6- O caçador e o curupira


O curupira vivia fazendo travessuras pela floresta, protegendo os animais.

Conheceu um caçador índio que o ajudou. Em troca, presenteou-o com um arco-e-flecha mágico.

__ Você só deve caçar animais para matar a sua fome, e nunca por prazer __ advertiu o curupira.

Mas o caçador, muito ambicioso, decidiu caçar um animal que estava em perigo de extinção.

O curupira o puniu retirando o arco de suas mãos.

__ Você não pode mais caçar nesta floresta.

__ Você deveria saber que os animais em extinção devem ser deixados em paz.

__ Só assim eles poderão reproduzir-se e voltarão a ser numerosos.

O caçador, diante da punição do curupira, nada mais pôde fazer.

Teve de mudar de profissão. Virou plantador de árvores!


Curupira

É um menino de cabelos bem vermelhos, dentes verdes e com os pés virados: o calcanhar para a frente e os dedos para trás.
É ele que cuida dos animais da floresta. Dizem que os ruídos misteriosos que vêm da mata são causados por ele. Ele só tolera o caçador que caça para alimentar-se.


7- QUEM BRINCA COM CAIPORA ACABA ENCAIPORADO


Juquinha ficou na escola até mais tarde.Teve de caminhar até sua casa na escuridão da noite.

“Que medo!”, pensou ele.

De repente um velho de cabeça grande e cabelos brancos apareceu.

__ Me dá fumo de corda! _ Pediu o velho.

“Fumo de corda? Velho nada, deve ser o Caipora”, pensou Juquinha.

Por sorte tinha algum fumo de corda no bolso. (Que prevenido!)

Deu para o velho.

“Será que era o Caipora mesmo?” pensou Juquinha, já meio arrependido.

Enquanto isso, do outro lado, o velho já pitava seu cigarro de palha.

De repente, transformou-se em um duende e mergulhou na mata.

Juquinha escapou de uma boa! Braga de Caipora não é brincadeira.


O CAIPORA

Há várias formas de caipora. Uma das versões fala de um preto velho, com a cabeça muito grande e os cabelos brancos, o nariz chato e os beiços muito grossos e vermelhos. Os olhos parecem que vão saltar fora das órbitas, de tão arregalados.

Um pouco corcunda, anda pesadamente, apoiando-se em um bastão.



8- A MULA- SEM- CABEÇA


MALUCA POR AR PURO

A fábrica de papel “Campeão” não parava de jogar fumaça na atmosfera.

A mula-sem-cabeça, que na verdade tem cabeça e solta fogo pelas ventas quando irritada, estava muito brava.

Por isso mesmo, estava soltando muito fogo pelas ventas e dando longos relinchos assustadores.

Os funcionários da fábrica ficavam assustadíssimos com os tais relinchos.

Ela deixou claro o motivo de Sua irritação. Queimou as chaminés e as máquinas poluidoras.

Os homens entenderam o porquê de tanta assombração.

A fábrica teve de investir milhões de dólares em equipamentos antipoluentes supermodernos.

A mula-sem-cabeça entrou de novo na floresta e nunca mais foi vista.



A MULA-SEM-CABEÇA

Diz a lenda que “Mula-sem-cabeça” é o nome deste mito, mas na verdade quem já viu diz que é um animal de corpo inteiro, forte e que lança fogo pelas narinas e pela boca, onde tem freios. Dizem que era uma mulher que queria namorar um padre e foi castigada.


9- O CAVALO ENCANTADO

O índio Aimberê apaixonou-se pela índia mais bela da aldeia.

“Como posso atrair sua atenção, minha indiazinha?”, pensou.

Não sabia o que fazer, até avistar um cavalo belo e imponente. Um cavalo negro.

Conseguiu laçar o belo animal e o enfeitou com belas plumas.

Aimberê chegou na aldeia montado no belo cavalo, e a atenção de todos voltou-se para ele.

__ Que belo cavalo! __ Exclamou os outros índios.

O cavalo permaneceu calmo até aproximar-se da lagoa, perto da aldeia.

Então, começou a pinotear que nem louco e se jogou na lagoa com o indiozinho.

O cavalo e o índio nunca mais foram vistos. Dizem que vivem com o Deus das águas no fundo da lagoa.


O CAVALO ENCANTADO

Cavalo negro que galopa com um índio nas margens da lagoa do Parobé. O cavalo corre e relincha enlouquecido, procurando derrubar o cavaleiro, que grita e puxa as rédeas furiosamente, com receio de perder o belo animal. Depois de alguns minutos, voltam para as águas e desaparecem.



10- A LENDA DO ELDORADO

Na paz do Amazonas, as tribos costumavam adorar e fazer rituais para o sol.

O cacique desta tribo vivia triste, pois sua filha e sua esposa tinham sumido nas águas da lagoa sagrada.

O pajé da tribo lhe disse que elas estavam vivendo no “Reino do dragão da lagoa”, no fundo das águas.

O dragão não gostou nada da descoberta do pajé e começou a assombrar os índios.

Os índios e o cacique, ainda querendo sua mulher de volta, começaram a fazer oferendas ao dragão com objetos de ouro atirados na lagoa.

Mas a maior oferenda foi feita pelo próprio cacique. Ele foi para o centro da lagoa em uma jangada, com sua pele coberta com pó de ouro.

Quando o sol começou a brilhar por detrás das montanhas sagradas, o cacique começou a brilhar. Chamaram-no de o Dourado, O Eldorado.

Até hoje os índios fazem oferendas para Eldorado e sua família.


A LENDA DO ELDORADO

A lenda vem de uma pequena aldeia, nos elevados planaltos dos Andes, na nascente do Amazonas, onde as lagoas são sagradas. É nelas que são feitos rituais de culto ao sol e sacrifícios em honra do astro-rei.

Seus descendentes preservam essa tradição até hoje: no instante exato em que o Sol aparece por detrás da montanha sagrada, um homem coberto de ouro fala ao Sol...


11- SAPUCAIA-OROCA

Maurinho dormia nas margens do rio Amazonas, quando de repente foi acordado por um boto-cor-de-rosa.

__ Agarre-se em mim __ Ele ouviu o boto dizer.

Foi levado de sopetão para o fundo do rio.

Achou que ia se afogar, mas não. Estava respirando debaixo da água. Ao longe, avistou uma cidade no fundo do rio!

A cidade brilhava como o sol, com suas torres de ouro e pedras preciosas. As pessoas eram belíssimas e nadavam por entre os peixes.

Maurinho foi apresentado à princesa da cidade de Sapucaia-Oroca. Seus cabelos eram, na verdade, fios de ovos.

__ De vez em quando trazemos pessoas bem-intencionadas da superfície para nos conhecer.

Maurinho conheceu as maravilhas de Sapucaia-Oroca. As pessoas se alimentavam de algas e frutos do mar.

Depois foi levado à câmara dos desejos.

__ Aqui, tudo o que desejar vai tornar-se realidade. É só desejar e imaginar.

Mauro imaginou um mundo sem guerras e onde a natureza não mais fosse destruída. Seu estômago começou a brilhar como um sol.

__ É assim mesmo __ disse a princesa. __ Não se assuste. Gostamos de seus desejos. Se você quiser, pode ficar alguns meses antes de voltar. Que tal?

Mauro não pensou duas vezes. Tinha muitos desejos para materializar. Viveu oito meses em Sapucaia-Oroca antes de voltar à superfície.


SAPUCAIA-OROCA

Esta lenda conta a história de uma aldeia que foi castigada por Tupã por sua ostentação e preguiça. Como a aldeia era muito rica, todos passavam o tempo inteiro dando festas, sem pensar em trabalhar.

Aborrecido, Tupã fez chover sobre a aldeia durante vários dias, e os habitantes da aldeia passaram a viver debaixo das águas. Assim surgiu Sapucaia-Oroca.


12- A IARA E O CHAMADO DAS ÁGUAS

A Iara, rainha das águas, reuniu-se com as outras sereias do rio.

__ Os homens estão poluindo nossos rios sem parar. Isso não pode mais acontecer!

Com seu canto hipnótico, as sereias atraíram políticos, industriais e outros homens de poder.

Reuniram-se então os homens e as sereias para discutir sobre a despoluição das águas.

A imprensa do mundo inteiro cobriu o evento. A reunião ficou conhecida como “O chamado das águas”.

__ A água é o elemento da vida __ Explicou a Iara. __ Ela limpa e cura. Sem ela não há vida.

__ Vocês, homens, devem investir seu dinheiro na criação e aplicação de tecnologia que purifiquem as águas.

__ Façam isso no Brasil e no resto do mundo também.

Os homens então entenderam a necessidade de manter as águas sempre limpas.


IARA

É uma mulher muito bonita, de pele morena, longos cabelos pretos e rabo de peixe. Sua voz é maravilhosa e encanta todos os homens que a escutam. Eles não resistem aos encantos e acabam sendo levados por ela para o fundo das águas.



13- A FESTA NO CÉU

Os pássaros estavam em polvorosa. A festa no céu estava para começar.

As aves, de todas as cores e formas, sabiam que só os animais que voavam participavam da festa.

A tartaruga decidiu ir à festa. Escondeu-se na viola do urubu e lá se foi, toda prosa.

__ Como você chegou aqui no céu? __ Surpreenderam-se as aves.

__ Voando! Disse a tartaruga, já entrando no espírito da festa.

Na volta, escondeu-se de novo na viola do urubu, que desta vez ficou desconfiado. “Que diabo de viola mais pesada!”

“Pesada nada. Tem gato nessa tuba. Ou melhor, tartaruga na viola.” E soltou a pobre lá de cima.

A tartaruguinha estatelou-se no chão. Pedaços do seu casco espalharam-se por toda parte.

Mas, felizmente, a tartaruga foi remendada. E é por isso que o seu casco parece estar todo remendado!


A festa no céu


Curiosidade!

Essa mesma historinha é contada sobre outro animal que também vai ao céu. Esse bichinho, muito esperto, é o sapo, que engana o urubu e entra em sua viola.

A história pode ser contada nas duas versões, com sapo ou com a tartaruga.



14- DE ONDE VEM O FOGO?

Durante muito tempo os índios não conheceram o fogo.

Viviam nas cavernas e comiam peixe cru.

Numa noite de grande tempestade, dois índios viram um ser de fogo descer dos céus e deixar uma bola de fogo.

Logo aprenderam que aquele elemento os aquecia durante a noite e tornava a carne do peixe mais saborosa.

Logo avisaram os outros membros da tribo sobre a maravilha que haviam descoberto.

O cacique avisou que durante a lua nova deveriam voltar ao local onde a bola de fogo tinha aparecido.

Lá deveriam pegar um pedaço da bola de fogo (sem se queimar!) e preservá-lo.

Desde então, os índios têm vivido mais aquecido em noites frias, pois o fogo nunca mais se apagou.


DE ONDE VEM O FOGO?

Antigamente o homem não conhecia o fogo. Cada cultura possui uma lenda diferente para a descoberta do fogo. Graças ao fogo, o homem passou a comer os alimentos quentes e a se proteger do frio.




15- O SOL E A LUA

O sol ficou encantado com dois papagaios de plumas coloridas.

Ficou tão entretido com as aves que nem viu o dia passar.

Apresentou os papagaios à sua amiga lua.

A lua também apaixonou-se pela beleza dos papagaios.

Os papagaios, comovidos com a atenção do sol e da lua, transformaram-se em belos seres humanos.

O papagaio do sol transformou-se em uma bela moça e o da lua, num belo rapaz.

O sol e a lua, apaixonados, suplicaram para que eles nunca mais se transformassem em papagaios.

O sol voltou a guiar o dia, e a lua, a noite. Ambos acompanhados de seus amores.


O SOL E A LUA

Existem lendas referentes ao sol e à lua em várias culturas. Uma dessas versões é a que você acabou de ler. A lua é geralmente representada como uma figura feminina. Existe uma outra versão desta mesma lenda em que a lua é um homem.



























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Um comentário:

Danubia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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