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segunda-feira, 12 de abril de 2010

RENASCIMENTO



Características do período




       À medida que a sociedade vai se distanciando, se libertando do domínio da igreja, a arte, que é o reflexo dessa sociedade, consequentemente, também muda, e começa a trazer a realidade que a circunda, as pessoas que a compõem, a preocupação com o homem, ou melhor, o homem como centro das preocupações. Isso ficou conhecido como antropocentrismo.

       O Renascimento coloca o homem no centro do universo, ao contrário do teocentrismo medieval, que colocava Deus no centro do mundo. Assim, o Renascimento valoriza a razão, o culto aos valores da Antiguidade clássica e o humanismo.

      Por que Renascimento?

          A palavra renascimento significa renascer, ou seja, surgir novamente, nascer de novo, é o retorno da cultura grego-latina. Em decorrência, a arte produzida deveria se aproximar o máximo possível dessa cultura latina, pois quanto mais se aproximasse dessa cultura da antiguidade, quanto mais fiel fosse aos padrões clássicos, mais essa arte renascentista seria valorizada; isso porque a arte grego-latina era considerada como padrão legítimo a ser incorporado pelo mundo moderno de então.

      Mas, o que aconteceu durante a Idade Média, haviam se esquecido da literatura clássica?

           Não, não aconteceu o esquecimento da arte clássica, o que houve foi a cristianização dessa arte grego-latina, isto é, uma deformação, uma vez que essa cultura abarcava um conceito diferente do pregado na Idade Média. Entretanto, quando acontece o Renascimento, chega-se a conclusão que os gregos e romanos haviam atingido a mais alta realização artística.

         Então, muda se os tempos, a sociedade e os valores, em consequência, muda-se o homem, e à nova concepção de homem, dá-se o conceito de Humanismo. Aqui, o homem é valorizado como pessoa, pelo conhecimento e pela capacidade de agir no mundo, de dominá-lo.

      É como menciona Ligia Cardematori:

O Renascimento protesta contra o ascetismo medieval – ou seja, o desprezo do corpo e dos interesses não espirituais do homem -, valorizando a autodeterminação da personalidade e exaltando a natureza humana. Isso não significa, porém, que o Renascimento tenha sido incrédulo; foi, sim, anticlerical e antiascético. (CARDEMATORI, p. 18)
            As ideias tão importantes do período medieval, como: salvação, redenção e pecado, não foram esquecidas durante o Renascimento, apenas foram tratadas em segundo plano, deixou de ocupar o centro das atenções. Agora a preocupação era científica e naturalista.

            A esse respeito, declara Cardematori:

A independência da arte significa para o Renascimento independência perante a igreja. A arte liberta-se dos dogmas religiosos e prende-se à imagem científica do mundo. Isso, contudo, não significa que ela tenha se convertido em serva da ciência do mesmo modo que , na Idade Média, tinha sido serva da teologia. No Renascimento, a autonomia da arte foi preservada. (CARDEMATORI, p. 21)
             No entanto, devemos salientar outra distinção entre a arte da Idade Média e a arte produzida no Renascimento, a questão da obra para uma camada elitista, isso nunca ficou tão evidente quanto no período renascentista, uma arte extremamente antipopular, impregnada de cultura latina. Enquanto no período medieval, tivemos uma literatura popular e outra cortês; na popular – cantigas de amigo. Assim, no Renascimento, houve uma literatura elitista e excludente.

      Outra ressalva a fazer é que no Renascimento surge pela primeira vez a ideia de gênio e, isso levou à ideia de propriedade intelectual, antes, o poeta era considerado o mensageiro das mensagens divinas, em virtude disso, não era necessário pensar em propriedade intelectual, e o tema era o mais importante, em detrimento da estrutura, ao contrário do Renascimento, o qual colocou a arte como centro, principal.

      É o que aborda Cardematori:

Antes do Renascimento, as noções de autoria e originalidade não tinham lugar. Enquanto na Idade Média a obra tinha apenas o valor de objeto, sem a valorização da autoria, no Renascimento, ela passa a ser considerada, também, pela personalidade que, através dela, fala. A arte cristã medieval valia pelo significado de seu conteúdo, o tema era o fundamental; no Renascimento, dá-se um deslocamento de interesses dos elementos do tema para os elementos formais de representação; o público passa a julgar a arte não somente do ponto de vista da vida e da religião, mas também a partir do ponto de vista da própria arte. (CARDEMATORI, p. 20)
      O Brasil não teve Renascimento, mas fomos fortemente influenciados pela cultura renascentista, seja por Camões; paradgma da literatura portuguesa; seja pelos cronistas, que escreviam sobre ou do Brasil; seja pelos ensinamentos dos jesuítas.



RENASCIMENTO


O Renascimento
→ Antropocentrismo – (valorização da razão, culto aos valores da antiguidade, humanismo);

→ Cientificismo- (preocupação com a ciência, metodização da natureza, registro dos dados da experiência);

→ Elitismo – (arte produzida por e para uma elite antipopular);

→ Autonomia da arte - (independência da igreja, valorização da forma sobre o tema, surgimento da noção de autor).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


CADERMATORI, Lígia. Períodos Literários. 3. ed. São Paulo: Ática, 1987.

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