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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O QUE É EDUCAÇÃO E QUAL A DISTINÇÃO ENTRE EDUCADOR E PROFESSOR?

RESUMO

Neste trabalho, será abordado o que é educação, qual o seu papel na constituição do educando e também será salientado que a educação acontece de diferentes formas, isto é, na família, na rua, igreja, escola, etc. E como a sociedade foi ficando cada vez mais complexa, houve a necessidade de sistematizar as informações adquiridas, em consequência surge a escola, esta tem o intuito de educar sistematicamente as informações sociocultural de um povo, a partir do surgimento da escola surge o educador, um profissional comprometido com seu exercício de ensinar, mas ensina com dedicação, responsabilidade e acima de tudo com amor no coração.

Palavras chaves: educação, professor iniciante, educador.

INTRODUÇÃO

      Este estudo tem como finalidade fazer uma reflexão em torno da educação e o início da carreira docente. Na educação, vamos mostrar que não existe apenas uma forma de educação, pois ela existe em tudo que nos envolve, porém a escola é necessária para sistematização do aprendizado. Além do mais, na escola existe o educador, que tem fundamental importância para a formação social do aluno. Em seguida, será apresentada a distinção entre educador e professor.

EDUCAÇÃO

      Conforme Haidt (1999:11), a palavra educação tem sido utilizada, ao longo do tempo, com dois sentidos: social e individual.
      • Do ponto de vista social – é a ação que gerações adultas exercem sobre as gerações jovens, orientando sua conduta, por meio da transmissão do conjunto de conhecimentos.
      • Do ponto de vista individual - é a educação que se refere ao desenvolvimento das qualidades de um indivíduo.
      Para Brandão (2004:47), “A educação do homem existe por toda à parte e, muito mais do que a escola é o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes. É o exercício de viver e conviver o que educa”.

Segundo Durkheim, citado por (Brandão 2004:71),
A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver na criança certo número de estados físicos, intelectuais e morais reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destinada.
      Do ponto de vista social, na opinião desses autores à educação é a transmição de valores, crenças, costumes, normas, usos, regras, mitos, ideias, enfim, toda forma de conhecimento da geração adulta para a nova geração, contribuindo assim, para a continuidade daquele povo.
      O que precisa ficar claro é que existem diversas formas de educação, ela acontece em casa, na rua, na igreja, na escola e, além disso, em diferentes lugares existem diferentes formas de educação e isso deve ser respeitado, exemplo disso, é a carta que os índios escreveram para o povo de Virgínia e Maryland, que Benjamin Flanklin adotou o costume de divulgar, eis o trecho que nos interessa:
     “... Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração.
     Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa.
     ... Muitos dos nossos bravos Guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam todo a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros.
      Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceita-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens”.
      No entanto, essa forma de educação é apenas para uma sociedade simples, rudimentar, uma vez que as sociedades foram ficando mais complexas houve a necessidade de sistematizar uma parte do patrimônio cultural, pois são tantas informações e acontecimentos que não teria como continuar com aquela forma de educação através da simples transmissão de informações, então surge à necessidade de uma maneira segura para fornecer dados dessa sociedade, e isso ocasiona o aparecimento da escola, ou seja, uma instituição social, com o objetivo de ensinar de forma sistematizada as informações de uma sociedade.
      Portanto, a escola surgiu como instituição social à medida que a sociedade foi ficando mais complexa, com o intuito de educar e ensinar de maneira organizada e sistematizada, o que acontece no mundo. Para Carlos Rodrigues Brandão, a educação deve ser determinada pelo poder de controle comunitário dos seus participantes.
      A educação é uma fração do modo de vida dos grupos sociais que a criam e recriam.
      Por isso, os índios sabiam que a educação do colonizador que contem o saber de seu modo de vida não serve para ser a educação do colonizado.
      Brandão (2004:109), “Só o educador deseducado do saber que existe no homem e na vida poderia ver educação no ensino escolar, quando ela existe solta entre os homens e na vida”.
      Em suma, a educação é uma forma de construir pessoas, isto é, que tipo de cidadãos que queremos possuir em nosso mundo, pois sabemos que a educação ajuda a criar pessoas com valores e ideais de um mundo mais justo.

PROFESSOR X EDUCADOR

      A formação profissional do professor é realizada nos cursos de licenciatura. Essa formação compõe-se de um conjunto de disciplina coordenadas e articuladas entre si, cujos objetivos e conteúdos devem confluir para uma unidade teórico-metodológica do curso.
      Assim, a formação do professor é um processo pedagógico, intencional e organizado, de preparação teórico-científica e prática para dirigir competentemente o processo de ensino-aprendizagem.
      E o início da aprendizagem profissional da docência é uma fase tão importante quanto difícil na constituição da carreira do professor, onde podemos observar em:
      Em conformidade com Guarnieri (2000:14: 19), “As professoras iniciantes pareciam desconhecer o contexto escolar... A relação entre formação e prática não possibilita identificar, com clareza, no processo de aprendizagem da profissão, quais são os conhecimentos que pertencem à formação e quais os conhecimentos provenientes da prática”.
      Na leitura deste livro podemos perceber o quanto é difícil o início da carreira docente, o quanto de obstáculos são colocados em seu caminho, exemplos: a falta de espaço para partilhar suas dificuldades, dúvidas, seu trabalho é avaliado de forma negativa, a maneira de lidar com os alunos que possuem mais dificuldades de aprendizagem, enfim, são inúmeros problemas, e eles não tem a quem pedir ajuda e acabam trabalhando de modo isolado.
      É lamentável observamos tal fato na educação, porque todos estão para somar, com apenas uma finalidade, educar seus alunos para serem cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho, na vida cultural e política, ou seja, pessoas boas, com capacidade de avaliar o mundo que está ao seu redor e viver em comunidade respeitando o espaço do outro.
      Outra questão que não podemos deixar de mencionar, é a distinção entre educador e professor.
      De acordo com Tosi (2001:26), “Professor é a pessoa habilitada, especializada e contratada para, sistematicamente, passar para o aluno um conjunto de conhecimentos que o tempo e a experiência selecionaram da cultura universal e diz respeito a nossa vivência cultural”.
       O professor é o habilitado, mas não é necessariamente o profissional da educação.
      À medida que para Tosi (2001:26), “Este é o educador, aquele profissional que tendo todas as exigências legais a elas conjuga a dedicação exclusiva e a vocação que se traduz como um amor especial à tarefa de educar”.
      De acordo com Freire (1996:47), “Saber que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção”.
      Ao examinar essas ideias desses renomados autores, afirmamos categoricamente que existe uma grande distância entre professor e educador. O educador preocupa-se com a formação do aluno, ele quer ajudar seu educando a encontrar diretrizes para sua vida e como educador sente-se na obrigação de ajudar a reforçar a capacidade crítica do estudante, sua curiosidade e aptidão para intervir no mundo que está inserido, e sabemos que ele pode fazer isso, pois o educador tem uma grande influência sob seus alunos.
      Afirma Gatti (1996), “O como ser em movimento possui valores, estruturas, crenças, atitudes e age de modo pessoal, que é à parte de sua identidade”.
      Para Silva (2000:25), “O educador é um ser social, constituído e constituinte de seu meio”.
      Por isso, o educador é uma pessoa que possui poder de “dominar” seus educandos e, tendo esse poder ele deve aproveitá-lo para colaborar com o exercício da educação e fazer com que seus alunos queiram fazer uma história diferente.
      Porém, ainda encontramos em nossos caminhos professores, descomprometidos com a educação, isto é profissionais que vêm apenas bater ponto na escola, não se preocupando com a realidade de seus alunos.
      Por outro lado, sabemos que na atualidade, não é necessário professores com o único intento de repassar informações, do tipo mecânico, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do exercício da criticidade, que implica a promoção da curiosidade, afinal a presença do ser humano no mundo não é de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere, para transformar, e a educação é uma forma de interação na nossa vida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

      O que podemos observar na realização deste trabalho, que a educação é muito importante na construção do ser humano, pois indicará as diretrizes que deve ser seguida.
      Para a educação acontecer de forma sistematizada há necessidade do educador.
      Por outro lado, devemos atentar para o fato, que a construção desse profissional não é uma tarefa fácil, é um caminho muito longo, que inclui teoria e prática, mas felizmente é uma profissão maravilhosa que inclui muito amor e dedicação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 1.ed.São Paulo:Brasiliense, 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia.29.ed.São Paulo:Paz e terra, 1996.

GUARNIERI, Maria Regina. Aprendendo a ensinar. O caminho nada suave da docência. Campinas: Autores Associados, 2000.

TOSI, Maria Raineldes. Didática Geral. Um olhar para o futuro. Campinas: Ed. Alínea, 2001.





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